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​Inspecções periódicas a motociclos avançam no primeiro semestre

12 jan, 2018 - 22:15

Comissão Interministerial para a Segurança Rodoviária reuniu-se, pela primeira vez, para analisar o aumento da sinistralidade rodoviária.
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O Governo vai avançar com as inspeções periódicas a motociclos no primeiro semestre de 2018, ano em que pretende alargar a aplicação do limite de velocidade de circulação a 30 quilómetros/hora, já existente em algumas zonas residenciais.

O Governo promete avançar com medidas para combater o agravamento da sinistralidade rodoviária, mas para já, ainda com poucos detalhes sobre como pretende fazê-lo.

Apesar do sinal político dado pela Comissão Intergovernamental de Segurança Rodoviária, que esta sexta-feira juntou representantes de 12 ministérios, a verdade é que tudo está ainda no plano das intenções.

No final das duas horas e meia de reunião, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, anunciou várias ideias, escolhidas cirurgicamente para atacar dois dos principais problemas de 2017: a sinistralidade envolvendo motos e o número de acidentes e vítimas dentro das localidades.

Em ambos os casos, Eduardo Cabrita garante que haverá novidades até ao final do primeiro semestre.

Em estudo estão essencialmente duas medidas. O regresso da obrigatoriedade da carta de condução para motos com 125cc, quase nove anos depois de abandonada por um outro Governo socialista, e a introdução das inspeções periódicas, medida já prevista na lei, mas até hoje nunca regulamentada.

O titular da pasta da Administração Interna disse que o plano de inspeções periódicas para motos é para "estar em funcionamento" no primeiro semestre do ano, depois de feitas as devidas "alterações legislativas e administrativas".

As inspeções destinam-se, nomeadamente, a aferir as condições de circulação dos motociclos, à semelhança do que já é feito com os automóveis.

O ministro admite também mexer na possibilidade dos jovens entre os 14 e os 16 anos poderem conduzir motociclos até aos 50cc.

Nas palavras de Eduardo Cabrita, dá-se nesta altura a feliz coincidência de o Ministério da Administração Interna tutelar também as autarquias, o que facilita a coordenação de medidas.

A ideia é reduzir a sinistralidade dentro das localidades, desde logo através da velocidade permitida, o que nem obriga a mudar leis. Basta que as câmaras municipais tomem essas decisões.

Eduardo Cabrita está a pensar em limites de 30 quilómetros/hora, em especial nos pontos negros de cada localidade, e essa é outro desafio que faz aos autarcas. Quer que elaborem os seus mapas de pontos negros, para que as restantes entidades conheçam as necessidades.

Portugal registou em 2017 um dos piores resultados em muitos anos, contabilizando 509 vítimas mortais (mais 64 do que em 2016). Um número que irá aumentar ainda mais, quando forem conhecidos os dados sobre os feridos que acabam por morrer num espaço de 30 dias.

[notícia actualizada às 02h00]

Comentários
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  • José Maria Sobral
    14 jan, 2018 Porto 20:15
    Não se esqueçam quando forem à inspecção quem foi o autor dessa medida e do partido ao qual pertence.
  • João Portela
    13 jan, 2018 Lisboa 22:52
    O ridículo da questão é que os decisores vivem em outro país ou mesmo noutro planeta, assemelham-se frequentemente a crianças a brincarem com jogos virtuais. Antes de darem à luz leis deveriam providenciar para as que atualmente em vigor sejam cumpridas. Basta circular em Lisboa para constatar quão facilmente nos cruzamos com veículos a circularem impunemente a velocidades que excedem 70 km/h.
  • Armando Brás Pita
    13 jan, 2018 Coimbra 17:54
    Tinha licença camarária,mas quando da alteração à lei,disseram que não havia necessidade de renovar a mesma.Comprei então uma 125 e agora vêm com essa alteração.Como é que esses Snrs. pensam resolver agora esse problema?Tinha a licença desde 13 - 05 - 1980 .E agora como vou ficar,SR.MINISTRO?
  • Eborense
    13 jan, 2018 Évora 13:00
    Mais uns milhões para o saco do Dr. Costa e para as empresas de inspecção. E fazer aquilo de deviam não fazem, que é tirar de vez, os criminosos da estrada. Um acidente é fácil de acontecer, mas um individuo que entra bêbado ou drogado dentro de um carro e vai conduzir é um criminoso e por isso tem que ser tratado como tal. Mas para os hipócritas que nos governam e todos os hipócritas que nos governaram até aqui, isto não é problema, porque sempre são mais uns milhões que entram nos cofres do Estado à conta das multas por excesso de álcool e /ou drogas.
  • Edu
    13 jan, 2018 Lisboa 12:09
    Confiança no faz e desfaz quem pode investir?Quem comprou fica com um mono em casa ou vende 30 km hora ???!!!!!!cada vez mais confuso conduzir e cada vez mais armadilhas para condutores a gerar receitas -multas-É a republica dos interesses e das bananas.
  • 13 jan, 2018 aldeia 12:04
    É preciso mais dinheiro para os cofres do estado!.......pois estas medidas na practica são uma nulidade.