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​Minas do Pejão. Governo diz que não há “qualquer alteração” da qualidade do ar

12 jan, 2018 - 19:34

“A existência de fumo não significa existência de poluição”, afirma o ministro do Ambiente.
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Não há alteração à qualidade do ar nas zonas próximas das minas do Pejão, em Castelo de Paiva, que estão em combustão desde os incêndios de Outubro, avança o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes.

“A rede que mede a qualidade do ar não nota qualquer alteração por causa do que está a acontecer”, disse o governante aos jornalistas durante uma deslocação a Tondela.

O ministro do Ambiente sublinha que “a existência de fumo não significa existência de poluição”.

“É óbvio que o que eu vou dizer é uma suposição que pode, certamente, não se verificar, mas como também se tem visto o fumo existe sobretudo quando há chuva. Por isso, pode ser simplesmente vapor de água”, afirma Matos Fernandes.

A situação nas minas do Pejão está a ser acompanhada de muito perto pelas autoridades, garante o ministro.

No terreno já estão técnicos da Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM), para avaliar a situação.

Em declarações à Renascença, o presidente da Câmara de Castelo de Paiva, Gonçalo Rocha, garante que a nuvem de gases expelidos do solo é visível e sente-se um intenso cheiro a enxofre.

“Tem provocado a libertação de alguns gases, um odor parecido com enxofre, do género que existe nas chuvas, sobretudo, quando cai precipitação”, explica o autarca.

“Há dois locais onde isto está a acontecer: não só aqui neste local onde terminou a exploração carbonífera em 1994, como noutro local um pouco mais distante. Para já, aparentemente, não há razões para alarme”, conclui Gonçalo Rocha.

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