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​Natalidade (outra vez) em queda. Nasceram menos sete bebés por dia em 2017

10 jan, 2018 - 09:47

Demógrafa, ouvida pela Renascença, considera que estes números indicam que os portugueses “estão ainda a adaptar-se a um novo ciclo económico”.
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A natalidade voltou a descer em 2017, após a subida nos dois anos anteriores. Segundo o Ministério da Justiça, no ano passado nasceram pouco mais de 88 mil bebés, menos 2.700, face ao ano anterior.

Os números, avançados na edição desta quarta-feira do jornal “Diário de Notícias”, apontam para uma média de menos sete nascimento por dia, depois de dois anos em que a taxa de natalidade chegou a aumentar.

Ouvida pela Renascença, a professora de demografia da Universidade de Évora, Maria Filomena Mendes, considera que estes números indicam que os portugueses “estão ainda a adaptar-se a um novo ciclo económico”.

Esta especialista diz ainda que o país tem de se adaptar “a uma realidade nova em que as pessoas querem ter, pelo menos, um filho mas não querem ter muitos filhos”.

Maria Filomena Mendes lembra ainda a importância de serem criadas condições para que os casais possam ter filhos. “Enquanto o desemprego jovem for muito elevado, enquanto tivermos uma grande precariedade em termos das relações laborais, enquanto tivermos dificuldades de habitação, será difícil para os jovens casais decidirem ter um filho mais cedo ou decidirem ter mais do que um ou dois filhos”, acrescenta.

Para a demógrafa é necessário também levar em conta que, apesar de algumas melhorias económicas, há “menos mulheres do que há umas gerações atrás” e, como tal, o número de nascimentos tende a ser menor.


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  • de mal a pior
    11 jan, 2018 Santarém 23:04
    Eu penso que cada vez mais as pessoas começam a pensar duas vezes antes de optar pela geração de um filho neste país, ao verem a degradação dos valores morais a serem espezinhados constantemente e um futuro cada vez mais incerto num mercado de trabalho não dá grandes incentivos à criação de um filho, tudo se inverteu e o resultado é catastrófico!.
  • joao123
    10 jan, 2018 lisboa 17:48
    A realidade a começar a sobrepor-se à propaganda, ou seja estão a começar a abrir os olhos e ver o que não existe ..."fim da austeridade", " fim dos cortes cegos"," trabalho qualificado", " segurança no emprego" , etc...porreiro pá...?
  • Samuel
    10 jan, 2018 Lisboa 17:27
    A destruição dos valores da família, o desaparecimento da família abrangente por alteraçoes do mundo do trabalho.emigraçaao, o facto de um filho ser uma fonte de despesa durante toda a vida dos pais ao contrário do passado em que seriam mais braços para trabalhar e auferiam desde 1942 de abono de família 1,000$00 ano.Quantia substancial para a época. A grande instabilidade permanente cíclica e de sinais contrários levam a brutal queda da natalidade.´Como ter outras gerações de substituição com este terrorismo fiscal,instável,agressivo inimigo do povo , dependente da má gestão governativa.Quem quer lançar nesta balburdia um filho seu pensando que vai ser escravizado e ter péssima vida-ninguém-Espanta-me este numero de nascimentos e a população ficará reduzida a 50% lá para os anos 40 ou antes.A nova cartilha de valores q grassam assassinam os nascimentos.
  • Carlos
    10 jan, 2018 Aveiro 15:06
    Resposta :É ISTO AÍ :10 JAN, 2018 DEQUALQUERLADO 11:00 Sem dúvida, tocou na ferida. Trabalho precário e estágios profissionais para os jovens, mal remunerados...como projectar um destino a dois.... E, com tão pouco para oferecer aos jovens...Como convencer os que partiram a voltar... Pura ilusão...
  • É isto aí
    10 jan, 2018 dequalquerlado 11:00
    Para quê ter filhos neste país? Para depois cresceram, darem gastos aos pais nas escolas e depois viveram sempre à conta dos pais, porque este país não dá futuro a ninguém. Hoje já muita gente tira licenciatura, mas depois o que consegue é um trabalho de merda e com o salário minimo. Ah mas se não tirar a licenciatura será pior. Esta não pega! Este país precisa de todos, e criar licenciados para fazer trabalhos que outros faziam com a escola minima também não tem levado este país a melhorar em termos de estabilidade financeira nas famílias, pelo contrário, tá toda a gente mais pobre, enquanto que só alguns, pela exploração, pelas máquinas e pelo desrespeito aos trabalhadores ou ditadura dos patrões ( queres, queres, não queres, a porta é aquela, que não falta quem queira vir para o teu lugar por menos) como todos estes governantes têm culpa. Aliás é o próprio estado que também cria precariedade e tem dado exemplos que é uma autentica vergonha. Só há mama e muita é para quem faz parte do monte da politica