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Fez o furo para tirar água e saiu gasóleo. Agora quer uma indemnização

05 jan, 2018 - 10:05 • Liliana Carona

Podia ser um achado feliz, mas não foi. José Pereira está a construir uma casa com jardim, mas diz que o solo está contaminado.

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Reportagem de Liliana Carona com José Pereira, que fez um furo e saiu gasóleo (05/10/2018)
Reportagem de Liliana Carona com José Pereira, que fez um furo e saiu gasóleo (05/10/2018)

José Pereira tem 48 anos e não queria acreditar quando viu sair gasóleo do terreno da sua futura casa – aquela que está a construir de raiz e terá um jardim, supostamente com um furo artesiano. Terá, porque para já não tem.

“Tinha o licenciamento, o pagamento das taxas e o aviso da Centráguas-Sondagens e Captações de Água em como estava autorizado a fazer furo. Quando começámos a furar, apareceram resíduos de gordura e, quando atingimos os sete metros, apareceu o combustível. Bastante combustível”, descreve à Renascença.

“Seria uma bolsa de combustível que estava perdida por aqui”, acrescenta o morador de Carregal do Sal.

Segundo José Pereira, a Administração da Região Hidrográfica do Centro (ARH) suspendeu a licença e ordenou a selagem do furo – obra na qual o morador gastou cerca de quatro mil euros.

“Gastámos uma pequena fortuna para fazer a selagem. Hoje não tenho furo para dar água. Ao menos que seja ressarcido deste prejuízo. Segundo a Recursos Hídricos do Centro, os solos estão contaminados”, argumenta.

José Pereira fala na existência de bombas de combustível na proximidade e apela a que as entidades competentes investiguem o caso. “Já me arrependi de ter feito o furo”, lamenta.

O autarca de Carregal do Sal, Rogério Abrantes, desconhecia a situação, mas diz à Renascença que vai imediatamente contactar o proprietário da habitação, acreditando que o Ministério do Ambiente já poderá estar a tratar do caso.
Comentários
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  • gil paixao
    07 jan, 2018 ericeira 11:26
    este pais esta contaminado com gente pansuda nos gabinetes que deviam servir portugal e nao se servirem deste grande portugal.canbada de vigaristas
  • Eugenio
    05 jan, 2018 Entroncamento 22:41
    A mim saiu me gasolina98
  • Melissa
    05 jan, 2018 Cascais 21:56
    Eu não percebo é como é que ainda há entidades que permitem que se façam furos para ressequir ainda mais os terrenos e o país. A água é um bem público e escasso que deve ser usado com parcimónia. Não é para contaminar ainda mais os terrenos, noutros sítios só já vem água salgada, para se construírem vivendas com piscinas , jardins e o raio que os parta, enquanto outros não têm água para beber. As Câmaras querem é taxas, depois cortam o abastecimento público e até deixam secar os jardins públicos. Todo o país já é um passador de furos. Muitos ilegais e até tapam as piscinas para não pagarem mais IMI. Tristeza de País!
  • Pedro viseu
    05 jan, 2018 Portimao8 15:26
    Isto só prova que as taxas e licenças pagas são apenas para manter pançudos, porque na realidade ninguém faz nada...
  • aproveitador
    05 jan, 2018 carregal do sal 15:15
    hehehe já tem combustível gratuito para o aquecimento central da casa e ainda se queixa, só neste país...
  • Antonio Alves
    05 jan, 2018 Santa comba dão 15:07
    São concedidas autorizações licenças e alvarás em todo o lado para instalar bombas de combustivel sejam lowcost ou Normais.São exigidas bacias de retencao e um sem numero de exigências de modo a prevenir acidentes.A lei está correta então onde está o problema? É muito simples a falta de fiscalização. Alguem já ouviu dizer que ouve fiscalização a fugas de combustivel subterrâneo onde se localizam os depósitos? Era bem simples . As empresas de aguas dispõem de tetetores de fugas sem necessidade de abrir valas. Quando detetadas as fugas com rigor cientifico abrem no sitio exato e procedem à reparação.
  • Pedro Lucas
    05 jan, 2018 Lisboa 15:04
    Parece o páteo das cantigas: "Eu só quero que me saia branco". Ou o petróleo no beato. Teve azar o Sr.
  • 05 jan, 2018 14:42
    QUEM SE LEMBRA HÁ PETROLEO NO bEATO
  • desaparecido
    05 jan, 2018 PeloSul 14:39
    Será que tenho de voltar para a terra onde cresci? Será que tenho la um filão e não sei ? Borá lá ao pitrol...
  • Leocárdia
    05 jan, 2018 Seixal 14:33
    O solução era ter um caso a gasóleo ou vender o combustível aos vizinhos a metade do preço.