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Impresa vende revistas por 10,2 milhões de euros

02 jan, 2018 - 19:49

Doze títulos, entre os quais a revista "Visão", passam para as mãos da Trust in News, de Luís Delgado.
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O valor acordado da venda das revistas da Impresa à Trust in News, de Luís Delgado, é de 10,2 milhões de euros, "mas o impacto contabilístico ainda não está totalmente avaliado".

A informação foi avançada esta terça-feira pela Impresa à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), no dia em que foi anunciada a conclusão do negócio.

Decorrente deste valor de 10,2 milhões, "a Impresa estima incorrer em imparidades do 'goodwill' [activo intangível que surge muitas vezes da aquisição de uma empresa por outra, correspondendo à diferença entre o que uma empresa paga para adquirir outra e o valor patrimonial dessa mesma empresa], que estão em fase de quantificação, de custos de reestruturação, além da avaliação do impacto fiscal".

O grupo que detém a televisão SIC e o jornal “Expresso” adianta que "o valor da alienação e respectivo impacto contabilístico nas contas anuais de 2017 serão oportunamente divulgados, no momento que estejam disponíveis".

A Impresa anunciou a conclusão da venda à Trust in News, de Luís Delgado, das revistas Activa, Caras, Caras Decoração, Courrier Internacional, Exame, Exame Informática, Jornal de Letras, TeleNovelas, TV Mais, Visão, Visão História e Visão Júnior.

Em 23 de Agosto, a Impresa admitiu a venda das revistas no âmbito do reposicionamento estratégico do grupo, sendo que em 6 de Novembro anunciou que tinha recebido uma proposta do antigo jornalista Luís Delgado para a compra do portefólio, que seria negociado com carácter de exclusividade até final de 2017.

O Plano Estratégico da Impresa, divulgado em 2 de Março do ano passado, apontava cinco metas para o triénio 2017-2019, entre elas "concentrar em negócios e marcas com potencial de crescimento, reduzindo ou repensando as actividades que não tenham um contributo estratégico para o grupo, e simultaneamente encontrar novas oportunidades de investimento, obtendo até ao final do triénio um EBITDA [lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização] de 1,5 milhões de euros em novos negócios".

Entre Janeiro e Setembro do ano passado, as receitas totais do segmento 'publishing' caíram 3,7%, em termos homólogos, para 34 milhões de euros (subiram 2,5% para 11,7 milhões de euros no terceiro trimestre).

Os prejuízos da Impresa nos primeiros nove meses de 2017 atingiram os 165 mil euros, uma melhoria face aos 585 mil euros negativos registados em igual período de 2016.

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