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Papa pede Igreja "humilde" e que "não se apague a esperança" dos migrantes

01 jan, 2018 - 12:34

No primeiro Ângelus do ano, o Papa lembrou o Dia Mundial da Paz que hoje se celebra e apelou ao empenho de todos na procura de um “mundo mais solidário e acolhedor”.
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Papa pede que "não se apague a esperança" dos migrantes e refugiados
Papa pede que "não se apague a esperança" dos migrantes e refugiados

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O Papa apelou esta segunda-feira à solidariedade com migrantes e refugiados, assinalando o 51.º Dia Mundial da Paz com que a Igreja Católica começa o ano de 2018. Francisco pede uma Igreja "humilde, pobre de coisas e rica de amor", e criticou os que incitam ao medo dos migrantes

“Que o Senhor nos permita trabalhar neste ano novo com generosidade, para realizar um mundo mais solidário e acolhedor. Convido-vos a rezar por esta intenção, enquanto, juntamente convosco, confio a Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, o 2018 agora começado”, disse aos milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, enfrentando a chuva, para a primeira recitação do ângelus neste novo ano.

O Papa escolheu como tema para o 51.º Dia Mundial da Paz “Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz”.

“Desejo, mais uma vez, fazer-me porta-voz destes nossos irmãos e irmãs que invocam para o seu futuro um horizonte de paz”, referiu.

“Não apaguemos a esperança no seu coração, não sufoquemos as suas expectativas de paz. É importante que, da parte de todos, instituições civis, educativas, assistenciais e eclesiais, haja o empenho de assegurar aos refugiados, aos migrantes, a todos, um futuro de paz”, acrescentou.

Francisco sublinhou que, em busca desta paz, “direito de todos”, muitos migrantes e refugiados se mostram “prontos a arriscar a vida numa viagem que se revela, em grande parte dos casos, longa e perigosa, a sujeitar-se a fadigas e sofrimentos”, citando a sua mensagem para este dia.

Já após ter celebrado a Missa da solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, na Basílica de São Pedro, o Papa disse que a Virgem Maria desempenha “uma função muito especial”: “Coloca-se entre o seu Filho Jesus e os homens na realidade das suas privações, indigências e sofrimentos”.

“Intercede, consciente de que, enquanto mãe, pode, ainda mais, deve apresentar ao Filho as necessidades dos homens, especialmente os mais fracos e desfavorecidos”, prosseguiu.

Francisco deixou a todos votos de “todos os bens para o novo ano” e agradeceu as várias iniciativas promovidas em favor da paz e da convivência entre todos.

“Renovo o desejo de um ano de paz na graça do Senhor e com a protecção materna de Maria, a Santa Mãe de Deus. Um bom ano, bom almoço e não se esqueçam de rezar por mim”, disse, ao despedir-se dos peregrinos e visitantes, no Vaticano.

Recorde aqui a mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz.

Comentários
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  • gui
    01 jan, 2018 Lisboa 13:18
    Só palavras qts migrantes existem ?Há 5 continentes e 200 países porque vem para Europa.Quais as consequencias.Uma delas é o desaparecimento dos valores europeus que são considerados pela igreja ateus.A igreja está mais perto do comunismo do q ditos valores europeus e vive do capital que combate á boa maneira da extrema esquerda.Hipocrisia os migrantes são um perigo potencial e uma bomba relógio que originirá conflitos insanáveis