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2017, o segundo ano mais quente dos últimos 86 anos

31 dez, 2017 - 15:37

De acordo com o IPMA, o ano mais quente foi 1997, tendo os cinco anos mais quentes ocorrido nas últimas três décadas.
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O ano de 2017 é o segundo mais quente dos últimos 86 anos e está entre os quatro mais secos desde 1931, revela o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O balanço climático preliminar do IPMA adianta que o ano de 2017 classifica-se como “extremamente quente” e o valor de temperatura média do ar será de mais 1.1 graus superior ao valor normal, correspondendo ao segundo ano mais quente desde 1931.

De acordo com o instituto, o ano mais quente foi 1997, tendo os cinco anos mais quentes ocorrido nas últimas três décadas.

Também este ano, a temperatura máxima, cerca de mais 2.4 graus superior ao valor normal, será a mais alta desde 1931, ultrapassando em cerca de um grau o anterior máximo (1997).

O IPMA destaca os valores de temperatura máxima e média do ar persistentemente acima do normal ao longo do ano, em especial nos meses de abril, maio, junho e outubro.

O balanço climático preliminar indica também que o ano de 2017 foi “extremamente seco” e estará entre os quatro mais secos desde 1931, tendo todos ocorrido depois de 2000.

Segundo o IPMA, o valor médio de precipitação total anual será cerca de 60% do normal.

“O período de Abril a Dezembro, com anomalias mensais de precipitação persistentemente negativas, será o mais seco dos últimos 87 anos”, lê-se no documento disponível na página da internet daquele organismo.

O IPMA sublinha igualmente que Dezembro será o nono mês consecutivo com valores de precipitação mensal inferiores ao normal e, em 2017, apenas nos meses de fevereiro e março a precipitação foi superior ao normal.

A 27 de Dezembro, apesar dos valores de água no solo terem aumentado em relação ao final de novembro, são ainda inferiores a 40% nas regiões do interior centro e do sul do país, adianta o balanço, frisando, que no final de Dezembro mantém-se a situação de seca meteorológica ainda que, em relação à situação a 30 de novembro, se tenha verificado uma diminuição da intensidade nas regiões do norte e centro.

O IPMA precisa que nas regiões do interior centro e do sul os valores de precipitação foram muito inferiores ao normal e insuficientes para se verificar um efetivo desagravamento da intensidade da seca.

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