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Catarina Martins. “Este é o momento político” para falar de renegociação da dívida

08 dez, 2017 - 00:22

"A 'troika' tem que tirar as consequências do que fez e o Governo português para defender uma recuperação económica sustentável do país tem que ter a coragem de colocar a renegociação da dívida pública em cima da mesa”, diz líder bloquista.
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A coordenadora do Bloco de Esquerda avisa que "este é o momento político" para falar da renegociação da divida pública, afirmando que o Governo "tem que ter a coragem" de o fazer, se quer defender "uma recuperação económica sustentada".

"A 'troika' tem que tirar as consequências do que fez e o Governo português para defender uma recuperação económica sustentável do país tem que ter a coragem de colocar a renegociação da dívida pública em cima da mesa e este é o momento politico para o fazer", afirmou Catarina Martins, em Braga, durante uma sessão dedicada à analise de dois anos de solução governativa à esquerda.

Para a líder bloquista, "num momento em que todas as instituições internacionais reconhecem que Portugal por ter feito um caminho diferente daquele que impuseram conseguiu bons resultados, Portugal tem que usar isso a seu favor e exigir que essas instituições assumam as suas responsabilidades e façam a renegociação da divida pública".

Por isso, Catarina Martins lançou um desafio ao executivo liderado por António Costa: "Fazer essa renegociação, falar dela na Europa, é este o momento. Porque espera o Governo para o fazer?".

O BE defendeu ainda que, "com pequenas alterações nos prazos e diminuição dos juros", a dívida pública portuguesa podia baixar.

"O trabalho está feito, o BE fez esse trabalho. Tem uma proposta sua, própria, mais ambiciosa, com cortes nos montantes da dívida, mas fizemos uma outra proposta, trabalhámos ao longo de muito tempo com o PS, com o Governo, com especialistas, o que permite, mexendo em prazos e nos juros, descer a divida pública para 90% do PIB e com isso aliviar o país para investir no que faz falta, a Educação, a Saúde, o interior, a criação de emprego, na recuperação de toda a Economia", apontou.

Num discurso em que lembrou todos os feitos alcançados pelo acordo com o PS que permitiu uma viragem do país à esquerda, Catarina Martins não se esqueceu de deixar algumas críticas a António Costa e ao PS, lembrando a queda do acordo na questão das eólicas ou a Taxa Social Única.

Ainda assim, para o BE, o balanço "é positivo".

"Nestes dois anos fez-se caminho, mas o caminho a fazer é ainda maior", afirmou.

Comentários
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  • Rui
    09 dez, 2017 Lisboa 14:24
    Respeitem a Catarina direitolas sem tino e EBORENSE em vez de estares sempre a chamar ignorantes ao povo que exerce o direito de voto livremente olha te ao espelho e pensa Santana ou rio.
  • Filipe
    08 dez, 2017 évora 14:21
    Estão caminhando a passos largos de gigante para um 3º resgate e ainda não deram conta ! O que interessa pagarem a tempo e horas o que pediram se o que criam ainda é maior ? Desgraçados dos governantes e das crianças em Portugal , que andam a levar sempre com a incompetência e demência desta gente , com isto vão vivendo com a barriga cheia e criando fome severa aos que vem a trás . A dívida pública esse aumento abismal sem que a produção compense , vai arruinar Portugal ... já este Cisne estará reformado com uns milhares de euros por camuflar a verdade e enterrar a cabeça na areia com visa hoje a subir a General e mamar o que não lhe pertence , estão depois os jovens de hoje esfarrapados para lhe pagar as mordomias . Incompetentes !
  • Eborense
    08 dez, 2017 Évora 14:06
    Enquanto houver ignorantes que votam nesta Dr.(a) de Teatro e um partido de xuxas que lhes convém o seu apoio, ela vai dizendo as baboseiras que entende. Só um país como Portugal, tem gente desta a opinar todos os dias nos órgãos de comunicação social. Já não há pachorra.
  • Porque não te calas.
    08 dez, 2017 Sara 13:25
    Esta Sra que so sabe defender o sector publico e quem la trabalha, esquece- se que na area privada de saude nunca se conseguiu tanto sucesso a nivel de desempenho, e resultados orientados para os pacientes. Ao dizer que se deve deixar de haver apoios ao sector privado, esta a criar mais desemprego, menos qualidade de saude. No sector privado a nivel de saude à responsabilidade, empenho e respostas coisaS que nunca vai acontecer no publico, porque acham que tem direito a tudo, enquanto houver pessoas como voce, que defende a soberania dum estado publico, não percebe nada do sector privado, aqui trabalha-se e com a maxima exigencia
  • Alberto
    08 dez, 2017 Funchal 12:15
    Para renegociar, fale com o Louçã! telefone para o PSD; ele deve lá estar à espera do Diabo!
  • Andre Sousa
    08 dez, 2017 Vila Pouca de Aguiar 12:12
    Aí está a "irmãzinha do bispo louçã" ! A contagem decrescente para eleições e os temas da campanha do blábláblá....não aprenderam nada com a Grécia do Tsipras!! Oh menina tenha tino!