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Incêndios. Governo limpa faixa de 10 metros em 3 mil quilómetros de estradas

07 dez, 2017 - 19:39

A promessa foi deixada por Pedro Marques e estende-se também à rede ferroviária. A operação deve estar terminada até ao Verão.
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O ministro do Planeamento e das Infraestruturas garante que até ao Verão vão ser limpos, no âmbito das faixas de proteção até aos 10 metros, 3 mil quilómetros da rede rodoviária e 750 da rede ferroviária.

"O nosso desígnio, sem prejuízo do trabalho realizado no passado que foi sempre garantido de uma limpeza até aos três metros nas nossas vias e depois a limpeza seletiva até aos 10 metros, vamos estender e intensificar esse trabalho e vamos fazê-lo até ao Verão em três mil quilómetros da rede rodoviária e em 750 da linha ferroviária", afirmou Pedro Marques.

O governante falava à margem da assinatura do protocolo entre a Altice Portugal e a Infraestruturas de Portugal (IP), para utilização de infraestruturas do canal técnico rodoviário que decorreu no salão nobre dos Paços do Concelho de Pedrógão Grande.

O critério a utilizar para os trabalhos de limpeza será o da segurança, em zonas de maior risco: "Será aí que faremos mais trabalho para termos essas redes de estradas como faixas de proteção daquilo que possa ser a propagação de futuros incêndios".

Já em relação ao protocolo celebrado entre a Altice Portugal e a IP, o governante adiantou que o objetivo passa por enterrar 265 quilómetros de cabos que eram aéreos nas condutas das estradas até ao próximo Verão.

"Acho que é uma boa decisão do Governo e da IP, na disponibilização de uma oferta competitiva para as empresas e também é uma boa decisão para a Altice em aderir a esta oportunidade de enterrar os cabos nas condutas", frisou.

Pedro Marques adiantou que há outras medidas no sentido de aumentar a resiliência das redes de emergência e das comunicações normais.

"Esta sempre foi uma prioridade para o Governo e é uma satisfação que, até 2019, tenhamos pelo menos mil quilómetros de cabos nas condutas. Não resolve os problemas todos, mas ajuda certamente a garantir que menos cabos arderão no futuro", sustentou.

Comentários
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  • júlio
    09 dez, 2017 Aveiro 21:42
    o melhor mesmo é mandar "cimentar" uma faixa de vinte metros... Então mas será que ninguém percebe que é, essencialmente, o excesso de florestação com eucalipto que leva atrofiamento das vias de comunicação. Mesmo que na plantação a distancia pareça adequada, os rebentos do primeiro corte já vão ficar sobre a estrada... Aproveitando uma sugestão de alguém, lembro que cativar uma percentagem da venda do eucalipto e libertar a verba para subsidia o desenvolvimento agrícola (menos lucrativo). Levaria ao equilíbrio floresta/agricultura.
  • otário cá da quinta
    08 dez, 2017 coimbra 13:07
    Tenho em frente de minha casa, do lado oposto da estrada , eucaliptos de grande porte, mesmo à beira da estrada, mas como pertencem a uma fábrica de celulose, lá estão até esta se lembrar de os cortar e depois, como de costume. voltarem a rebentar e eu e outros, termos de gramar com eles ali durante sete ou dez, ou mais anos.
  • Luis
    08 dez, 2017 Loures 08:49
    Boas, Há dias fiz o trajecto de Lx/Porto na A1 e existem árvores de pequeno porte e muitos arbustos a menos de 3 metros do limite do piso desta A.E.. Só está cortada o mato rasteiro a restante vegetação continua.
  • Cabeça de Estorninho
    08 dez, 2017 Santarem 01:42
    Santa paciência.... Só medidas de propaganda e encher jornal!! Pena, mais uma vez, as valências e opiniões dos técnicos serem ignoradas... 10m... e qual a altura das árvores, inflamabilidade, carga de biomassa combustível do coberto vegetal, relevo, continuada e tipo de combustível existente nos metros anteriores, temperatura possível de atingir em fogo, etc... continuamos no bom caminho.....
  • Carlos Costa
    07 dez, 2017 Santarem 22:47
    Isto é para começar no Século XXV,na melhor das hipóteses!!!!! Faltou esta parte da notícia!!!!
  • Yaca
    07 dez, 2017 Damaia 22:45
    Mas neste país ninguém faz nada sem ser com dinheiro gasto pelo estado? Afinal ainda ficaram alguns resquícios do antes do 25 de Abril. Dependem do Estado para tudo.
  • Guiné Baptista
    07 dez, 2017 coimbra 21:58
    Tretas. De conversa fiada está o mundo cheio e isto não passa do mesmo. A IP não se importa, as Câmaras não têm nada a ver com isso, as Juntas de Freguesia são pequenas de mais para terem alguma coisa a ver com isso, as autoridades ainda são as unicas a avisar quando há queixas do vizinho do lado.Faixa de 10m é dizer que se devem cortar eucaliptos, pinheiros e porque não sobreiros plantados nas bermas das estradas.Quem corta? Para o ano cá estarei..........Presentemente continuam-se a plantar eucaliptos até no alcatrão. Todos olhamos para o lado........
  • Filipe
    07 dez, 2017 évora 21:11
    Só se assiste a propaganda medíocre , o pinhal de Leiria estava limpo e arrebentaram com ele , até na Galiza conseguiram pegar fogo e estava limpo , mas afinal o que entende esta gente por limpo , é empedrado ? Façam assim ; cimentem a terra e distribuam pelos bancos alimentares garrafas de O2 , puxem fogo a tudo verde , para não arder mais ... mas deixem os milhares hectares de vinha e oliveira para as camadas e molhar o pão no azeite ... este não vende madeira nunca ardem .
  • Carlos Oliveira
    07 dez, 2017 braga 21:05
    Só nas estradas nacionais e auto-estradas? E nas estradas e caminhos municipais e vicinais? Aí também não existem casas nas suas margens? Ou será que os donos destas não são portugueses e não gozam da proteção do Estado? É obrigar os proprietários confinantes com essas via a realizar esses cortes. É simples.
  • alves
    07 dez, 2017 porto 21:04
    Ahhhh,...promete.... então está bem! "A ver vamos" como diz o cego...