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​Referendar eutanásia “ofende doutrina dos direitos humanos”, diz PS

07 dez, 2017 - 14:19

Isabel Moreira rejeita proposta feita em entrevista à Renascença pelo ex-líder parlamentar do PSD. Não se referendam "direitos fundamentais", defende.
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O PS rejeitou esta quinta-feira a possibilidade de referendar a eutanásia, proposta pelo deputado social-democrata Luís Montenegro em entrevista à Renascença.

A deputada socialista Isabel Moreira diz à Renascença que o PSD está apenas à procura de pretextos para ter voz na opinião pública.

Luís Montenegro considera que só um referendo sobre a eutanásia garante que o debate sobre um tema desta complexidade chega a todos os cidadãos.

O ex-líder parlamentar do PSD recordou que vários agentes políticos têm apelado a uma reflexão ampla e com a participação de todos os cidadãos, sublinhando que se há tema em que faz sentido o uso dessa ferramenta de participação directa é este.

Na resposta, Isabel Moreira recorda que o PSD já tentou referendar a adopção e co-adopção de crianças por casais do mesmo sexo, proposta que foi chumbada em 2014 pelo Tribunal Constitucional.

“[O PSD] Não aprende com os erros e incorre outra vez naquilo que foi a tentativa de referendar direitos fundamentais”, critica Isabel Moreira. Para a socialista, o PSD “tem por normal, apenas por jogada política”, defender como “legítimo referendar direitos, liberdades e garantias, no caso concreto o direito de cada pessoa decidir acerca do seu final de vida”.

“É uma proposta que ofende o que é a doutrina dos direitos humanos”, resume a deputada.

Para Isabel Moreira, esta posição do PSD prova que o partido “não tem qualquer estratégia de oposição às políticas económicas, sociais e financeiras do Governo e por isso vai inventando pretextos para ter uma aparente voz, que, na realidade, não tem”.

Luís Montenegro, que ponderou candidatar-se à liderança do PSD, diz que os dois candidatos que estão na corrida devem dizer o que pensam. Ainda que o partido não tome uma posição de fundo sobre a eutanásia, esse é um desafio para a campanha interna, defende.

Contactada pela Renascença, a candidatura de Pedro Santana Lopes não quis fazer comentários. A Renascença tentou ouvir a candidatura de Rui Rio, sem sucesso.

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  • Cidadão
    11 dez, 2017 Planeta INDIGNADO 13:27
    E mais ainda. Vocês até impingiram o referendo duas vezes, porque À PRIMEIRA NÃO DEU O RESULTADO QUE QUERIAM. Isto só vai melhorar quando o D João II e o D Afonso Henriques vierem de novo so rectângulo Portucalense para vos dar o correctivo!!!
  • Cidadão
    11 dez, 2017 Planeta Terra 13:22
    Conversa da TRETA. Argumentação de mau pagador!!! Então não foi referendada a lei do ABORTO!?!?!! Vocês não têm vergonha NENHUMA
  • Rito
    10 dez, 2017 lisboa 14:00
    Havia de haver pena de morte para os insanos que defendem o assassinato/homicídio legal como a eutanásia .Diria como um dos comentadores prmeiro lagalizaram a morte dos filhos agora querem legalizar a morte/assassinato dos pais.O PS teve mts votos conservadores nas ultimas eleições acaba por perdê-los.A vinda deste assunto para terreno publico vem demonstrar a grande crise existente neste governo,Quando os cuidados paliativos são a alternativa, técnicas médicas etc -são caros- então mate-se.Pasme-se Portugal acabou com a pena de morte há 100 anos ,reintroduzi-la é o objectivo.
  • Alfredo
    10 dez, 2017 Alto 09:51
    Os senhores da RR deveriam ter cuidado com mandam as notícias cá prá fora. É indigna para a RR esta notícia do modo como está exposta. Eu também concordo que não se referendam direitos fundamentais. O que acontece é que o que acaba por dizer esta senhora deputada, que não tem um pingo de honestidade política, é tão somente "não se referenda a eutanásia porque compete ao governo fazer a lei para a legalizar"! A CRP diz que o direito à vida é inviolável, não diz que é "irreferendável". A esquerdalha está a cumprir com aquilo que são. São uma cambada de comunas sem qualquer respeito pela dignidade da pessoa humana. Acham simplesmente que a dignidade se alcança com mais meia dúzia de euro ao fim do mês. Triste povo, que se vende por tão pouco! (Isto também é para o Sr Jornalista da RR)
  • manuel
    10 dez, 2017 lisboa 07:56
    Então para que servem as eleições? penso que será para dar a voz ao povo. O referendo será o mesmo. Não e fazer referendos até se obter o resultudo desejado.
  • Luís Torres
    10 dez, 2017 Coimbra 03:58
    A dona isabel quer lá saber do q o povo pensa ou não, sente ou não. O q quer é legislar segundo a sua vontade. Tá certo, é de democrata! Para a senhora, o povão é uma cambada de totós, por isso há q pôr uns iluminados a decidir por ele. Neste como em outros assuntos, não há q estar com folestrias, legisla-se e pronto. Qualquer dia nem eleições há; são uma maçada, uma trabalheira e uma despesa desnecessária pq os partidos é q sabem o que o povo quer, nem é preciso consultá-lo. A coisa já esteve mais longe, já.
  • fanã
    08 dez, 2017 aveiro 16:51
    Esta deputada , que defenda os direitos de quem ela quiser ; mas em mim mando eu !.......... decidir de eventualmente por fim ao meu sofrimento é o MEU DIREITO !
  • Mario
    08 dez, 2017 Portugal 13:03
    Todos morremos um dia mas só cada individuo tem o direito de decidir se quer morrer em sofrimento atroz ou por fim a isso e nao sao os governos que devem decidir sobre a minha vida eu e que decido......
  • Paulo Fernandes
    08 dez, 2017 Montijo 10:13
    A senhora deve estar a fazer uma grande confusão, não se trata de perder qualquer tipo de direitos, mas sim de adquirir mais um, que é o direito a acabar com o sofrimento e o degredo pessoal nos casos em que a ciência não pode ajudar, e adquirir também o direito de sermos plenos donos e senhores da nossa própria vida...Relembro que todos os dias muitas pessoas em colocam termo à sua vida, só que infelizmente por ser ilegal fazem-no de uma forma pouco digna, chama-se suicídio e lei alguma vai impedir quem estiver determinado...
  • Júlio Costa
    07 dez, 2017 Cinfães 23:15
    Anda tudo doido. Primeiro legisla-se para se poder matar os próprios filhos. Agora pretendem que saia lei para se matarem a si próprios. Que mais virá a seguir ? É de malucos.