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Defesa europeia. Marcelo satisfeito com procura de consenso entre PS e PSD

06 dez, 2017 - 17:22

"É bom para o país e para a posição do país na União Europeia", diz o Presidente da República.
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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, congratulou-se esta quarta-feira com a procura de consensos entre o PS e o PSD no projecto de apoio à adesão de Portugal ao mecanismo de defesa comum europeia.

“Muitas vezes na política há divergências, mas quando há convergências em termos de posições políticas não faz sentido que isso não se traduza num acordo. É bom para o país e para a posição do país na União Europeia. Não fazia sentido não dar esse passo”, afirmou aos jornalistas o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa, que esta tarde visitou uma escola no concelho de Loures, comentava desta forma o anúncio feito esta quarta-feira pelo PS de que iria introduzir emendas na proposta sobre cooperação europeia para procurar um consenso, nomeadamente com o PSD.

Na terça-feira, o Presidente da República já tinha afirmado que “seria um erro histórico o Parlamento não aprovar, por falta de diálogo, um projecto de apoio à adesão de Portugal ao mecanismo de defesa comum europeia”.

No mesmo dia, em resposta às declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, o PSD ressalvou que “erro histórico” seria o PS não votar linhas vermelhas para a adesão à defesa europeia.

Assim, segundo anunciou esta quarta-feira, no Parlamento, o deputado socialista Vitalino Canas, uma das emendas que o PS irá introduzir na sua proposta será a recusa de um exército europeu e da especialização das Forças Armadas.

Em Novembro, 23 países já notificaram a UE da intenção de aderir à cooperação estruturada permanente na área da segurança e defesa (PESCO, na sigla original), mas Portugal não o fez, por estar ainda por realizar o debate parlamentar sobre a medida.

No entanto, Santos Silva garantiu que Portugal será um dos países fundadores da cooperação estruturada permanente, ao aderir na próxima semana.

Apenas Reino Unido, Malta e Dinamarca não integrarão a cooperação estruturada permanente, um mecanismo aprovado há quase dez anos no Tratado de Lisboa.

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