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DGS rejeita quadro de caos nos hospitais por causa da gripe

06 dez, 2017 - 08:47

De um “tempo de espera superior ao caos vai uma grande diferença”, defende a directora-geral da Saúde na Renascença, reagindo aos alertas de enfermeiros e médicos.
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Os serviços de saúde estão preparados para uma maior afluência de doentes durante a época gripal, garante a directora-geral da Saúde.

Em directo na Manhã da Renascença, Graça Freitas rejeita assim a perspectiva de caos das urgências que os bastonários dos médicos e enfermeiros anteciparam na terça-feira.

“Temos de estar preparados para uma altura do ano na qual se adoece de facto mais, se procuram mais cuidados de saúde e, provavelmente, o tempo de espera terá de ser superior a uma altura do ano mais amena, em que a pressão sobre os serviços é menor. Daí até ao caos vai uma grande diferença”, argumenta a responsável.

Graça Freitas garante ainda que os planos de contingência estão prontos a serem accionados, assim que se justifique.

Mas antes, destaca a directora-geral da Saúde, importa prevenir, de modo a evitar o recurso aos serviços.

Graça Freitas recorda, a esse propósito, as medidas recomendadas:

  • Primeiro, a vacinação; segundo, a vacinação; terceiro, a vacinação”;
  • Pessoas com doença crónica devem consultar, “antes do Inverno a sério”, os seus médicos assistentes – “se tiverem as suas doenças compensadas (a sua diabetes, a sua hipertensão, a sua doença respiratória) resistem melhor ao Inverno;
  • Cuidado com o frio. Proteja as extremidades: use um cachecol, um gorro, luvas, calçado quente. “Não perca calor pelas extremidades”;
  • Não espirre nem tussa em direcção aos outros – faça-o para o cotovelo ou para um lenço;
  • Quem está com uma virose, não socializar demasiado: ter algum recato em relação à sua família e à sua envolvente social.

Na terça-feira, a bastonária da Ordem dos Enfermeiros alertou para um eventual agudizar de situações de caos nas urgências face ao facto de não terem sido reforçados os serviços hospitalares para a época gripal.

Da parte dos médicos, o bastonário Miguel Guimarães reconhecia, na Renascença, que as urgências hospitalares estão sem capacidade para responder a uma grande afluência de doentes durante a mesma época gripal.

“A deficiência que existe de capital humano – estamos a falar de enfermeiros, médicos, assistentes operacionais e técnicos – a nível das unidades de saúde dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde é muito grande”, criticou.

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