O social-democrata Nuno Morais Sarmento afirma, no "Falar Claro", da Renascença, que já sentiu, num ou noutro momento, processos de decisão e escolha, dentro do PSD, por influência da maçonaria.
"Já senti, num ou noutro momento, alinhamentos e, por isso, processos de decisão e de escolha, nos partidos do arco constitucional, que tinham influência, por exemplo, da maçonaria. Não digo que fosse a única influência externa, mas havia influ~encia da maçonaria", disse Sarmento no Falar Claro.
Para o antigo ministro social-democrata, este é um facto que "preocupa", porque "há alinhamentos que escapam lógica do partido, às regras, aos valores do partido, às razões porque ali estamos" e nem o PCP escapa: "No PCP também, mas não é assumido porque é proibido, faz-se sem se fazer...".
"Quando vejo escolhas internas dos partidos a serem influenciadas por alinhamentos desses, sou francamente contra", sublinhou Morais Sarmento.
O habitual opositor de Sarmento no "Falar Claro", José Vera Jardim, declarou-se não maçónico, embora assuma simpatia pela instituição.
O antigo ministro do PS sustenta que a maçonaria deve, nesta altura, abrir-se mais ao exterior e defende que cada maçónico deve, por sua própria iniciativa, declarar se pertence ou não à organização, em nome da transparência.
Vera Jardim discorda, no entanto, que essa possa ser uma obrigatoriedade decorrente da lei.