Em plena crise política, o militante número um do PSD espera que o partido actue em prol do país e não de si próprio. Francisco Pinto Balsemão diz que os sociais-democratas sempre souberam ser responsáveis.
“Acho que o PSD tem tido uma atitude responsável, de grande maturidade, sem demonstrar qualquer sofreguidão pelo poder e acho que o PSD tem um papel a desempenhar e esse papel será desempenhado a pensar no todo nacional e não no partido”, afirmou Pinto Balsemão à saída da comissão parlamentar de Ética, onde falou hoje sobre o actual papel da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC).
Ontem, em entrevista à SIC, o primeiro-ministro, José Sócrates, admitiu a abertura de uma “crise política” e eleições antecipadas se a oposição impedir a aprovação da quarta versão do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).
Também esta manhã, à entrada para a comissão de orçamento e finanças, no Parlamento, Teixeira dos Santos afirmou que se as novas medidas forem chumbadas pela Assembleia, Portugal vai ter que recorrer à ajuda externa.
O PSD já fez saber que não vai aprovar estas novas medidas. O CDS-PP e o Bloco de Esquerda querem que as medidas sejam discutidas no Parlamento.
O ministro das Finanças admitiu também hoje entregar a quarta versão do PEC na Assembleia da República na próxima segunda-feira. Se tal acontecer, as novas medidas de austeridade devem ser votadas dois dias depois, ou seja, na próxima quarta-feira, dia 23, exactamente na véspera reunião do Conselho Europeu de 24 e 25 de Março.