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Portugueses optam por estradas secundárias para fugir às portagens

  • Áudio Em Nome da Lei (28/04/12)

  • Áudio Arlindo Donário receia aumento de acidentes

  • Áudio Seguradoras sublinham motas e peões como mais expostos

Convidados do Em Nome da Lei, na Renascença, o especialista Arlindo Donário e o presidente da Associação Portuguesa de Seguradoras, Pedro Vale, mostram preocupação com aumento dos acidentes resultado da necessidade de poupança dos condutores.
28-04-2012 9:16 por Marina Pimentel
A crise está a levar os portugueses abandonar as auto-estradas e a optar por estradas secundárias para evitar o pagamento de portagens. É uma das conclusões de um estudo sobre o custo económico e social dos acidentes de viação.

Convidado no programa Em Nome da Lei, da Renascença, um dos autores do estudo, Arlindo Donário, especialista em sinistralidade rodoviária, considera que esta opção de muitos portugueses pode contribuir para o aumento do número de acidentes nas estradas nacionais e municipais.

“O gastar mais um euro nas portagens é mais difícil para essas pessoas, o que leva a utilizar as outras vias, as municipais e as nacionais. Como são estradas de maior risco, vai levar necessariamente a aumentar os acidentes e as consequências”, explica.

Esta é uma preocupação também partilhada pelas companhias de seguros. Também convidado do Em Nome da Lei, Pedro Vale, presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS) sublinha, contudo, que o aumento do número de acidentes está a ser registado sobretudo nas cidades e envolvendo motos, uma opção crescente entre os portugueses.

“São dois aspectos singulares – um deles tem a ver com esta concentração nas cidades, que leva a muito mais sinistros nas cidades do que fora”, diz o presidente da APS.

“Dois problemas que saltam são as pessoas que utilizam motas e os peões”, sublinha Pedro Vale, acrescentando que “no caso das motas são feridos graves, sobretudo jovens”.

Aumentam mortes por condução sob efeito do alcóol
Portugal foi um dos cinco países da União Europeia onde as mortes na estrada aumentaram entre 2001 e 2010 em consequência da ingestão de bebidas alcoólicas. Arlindo Donário diz que não serve de nada termos leis duras, se depois falha a fiscalização policial e o controlo judicial.

A percepção de que é baixa a probabilidade de aplicação das normas do código da estrada leva aos condutores a infringirem a lei.

Apesar de tudo, Portugal tem nos últimos anos reduzido significativamente a sua sinistralidade rodoviária e essa diminuição no número de acidentes representou para o Estado e para os particulares uma poupança de 1.200 milhões de euros, segundo os autores do estudo sobre os custos dos acidentes de viação em Portugal.

Pedro Vale e Arlindo Donário participam no programa Em Nome da Lei da Renascença, transmitido este sábado pouco depois das 12h00, onde os acidentes de viação vão estar em debate com os convidados Luís Fábrica e Eurico Reis, com moderação da jornalista Marina Pimentel.

O programa Em Nome da Lei vai para o ar todos os sábados e pode ser sempre recordado aqui, no site. Tem ainda uma página no Facebook, onde pode deixar os seus comentários e sugestões.

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Comentários (8)
  • » Mário, Alemanha, 20-05-2012 9:28

    Alem de me encontrar fóra do meu País não deicho um só dia sem estár atento ao que lá se passa. Quanto a portagens,não é que esteija muito de acordo,mas uma vez que se tem de pagar estou plenamente de acordo do sistema de utilisador-pagador,não seria demaneira alguma correto serem todos os cidadãos a pagar com os seus inpóstos quando muitos deles nem carro têm. Alem disso quando se começou a falar de pagar portagem nas Scuts ,muitos se levantaram dizendo que não tinham alternativa,então e agora ? já não têm carro ? ó já têm alternativa ???.
  • » Portugues, Queluz, 19-05-2012 19:26

    E sao bem mais bonitas e ajudamos o comercio de estrada maravilhoso e vemos pessoas e gente e vida.
  • » Quem tudo quer tudo perde, Porto, 28-04-2012 19:00

    O governo esta a lixar-se se morrem mais ou menos pessoas, aliás até agradece que morram mais, assim são menos reformas que se pagam. Aos poucos essas ditas scuts vão ficando desertas cada mês que passa, é só vê-las. Gastaram milhões com indemnizações aos proprietários dos terrenos, muitos deles ligados ao poder local que ganharam milhões. É vê-las cada vez mais desertas, para inglês ver.
  • » greedy, perto da a29, 28-04-2012 18:44

    ora ora a "elite" queria ganhá-lo todo de uma vez, e voilá, estoirou-lhes a batata na mão! ;) n aprendem msm........ o mesmo acontece com a golp...perdao a boca fugiu para a verdade a galp, qt mais subirem para tentarem a "escravidao" pior vai ser o troco...... a bulhinha está a rebentar e mts andam a abrir a pestana!!! ;D
  • » Machado, Qatar, 28-04-2012 17:37

    Em Franca na A1 Paris-Dijon,265KM,pago 24Euros,o preso do KM e de 0.090 centavos.Em Portugal eu nao sei os pressos da Autostradas,mas em Franca e resuavel para os taxistas e moturistas,mesmo para nos e bom,porque temos mais seguridade.
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  • » Costa , Curitiba, 28-04-2012 17:20

    Acho graça que haja mais acidentes nas estradas do que nas autoestradas, de certeza de que a culpa não é das estradas mas de quem transita por elas ou não será? Desde que há muito tempo comecei a andar pelas estradas, por serem menos monótonas, nunca tive um acidente, se clahr pura sorte, mas eu acho que é porque não ando acima do permitido e não deixo de chegar ao destino.
  • » jm, lisboa, 28-04-2012 16:48

    o governo está-se borrifando paras as pessoas,
  • » manuel ribeiro, porto, 28-04-2012 13:00

    Se me meter nas secundárias morro mais depressa com ataque de nervos.Porrra.......

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