Terça à Noite

Vítor Bento diz que Governo tem que resistir ao Tribunal Constitucional

26 mar, 2013 • Raquel Abecasis

No “Terça à Noite”, da Renascença, o economista não vê razões para uma crise política nem vê alternativa de políticas.

Vítor Bento diz que Governo tem que resistir ao Tribunal Constitucional
Vítor Bento diz que Governo tem que resistir ao Tribunal Constitucional
O conselheiro de Estado Vítor Bento considera que, seja qual for a decisão que venha a ser tomada pelo Tribunal Constitucional em relação ao Orçamento do Estado, não deve ser justificação para uma crise política. Em entrevista ao programa “Terça à Noite”, da Renascença, Vítor Bento refere ainda que “não há uma alternativa de políticas” e volta ainda a defender os benefícios de uma mexida na Taxa Social Única (TSU).

O conselheiro de Estado Vítor Bento considera que, seja qual for a decisão que venha a ser tomada pelo Tribunal Constitucional em relação ao Orçamento do Estado, não deve ser justificação para uma crise política.

Em entrevista ao programa “Terça à Noite”, da Renascença, Vítor Bento considera que “o Governo tem que arranjar alternativas” a uma decisão menos favorável do Constitucional porque essa é a forma normal de viver em regime democrático.

“Há uns que têm o poder de interpretar [a Constituição] e tem que se respeitar essa interpretação, tem que se ajustar e viver com ela”, acrescenta.

O economista refere ainda que uma crise política não traz nada de novo porque “não há uma alternativa de políticas” e acrescenta: “Olhamos para a Grécia que teve três eleições e tem a mesma política”.

O também presidente da SIBS (sociedade interbancária de serviços) rejeita a ideia de que Vitor Gaspar é um ministro falhado e recorda que, no seu tempo, também Ernani Lopes e Mário Soares foram muito criticados e agora toda a gente concorda que Ernani Lopes foi um grande ministro das Finanças.

Vítor Bento voltou ainda a defender os benefícios de uma mexida na Taxa Social Única (TSU). “É preciso um crescimento muito grande. Daí que tenha sido um erro não se ter discutido racionalmente a TSU. Não tinha necessariamente que ser no formato que foi colocado, mas era um instrumento que valia a pena discutir”.