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Protestos contra a introdução de portagens nas SCUT

03 dez, 2011

Centenas de automobilistas participaram, ao final da tarde e início de noite, em Viseu, numa marcha lenta de protesto à introdução de portagens nas auto-estradas A25, A24 e A23, medida que os manifestantes consideram ser "um grande crime" cometido contra a economia da região Centro do país”.
Nesta Edição da Noite ouvimos as declarações aos jornalistas do porta-voz da Comissão de Utentes Contra as Portagens, Francisco Almeida, para quem, há "empresas que pagam hoje 50 mil euros por mês de portagens", mas que "vão passar para 250 mil euros" quando começarem a ser cobradas também nestas três auto-estradas.

A acção de protesto começou já depois das 18h na Avenida da Europa, em Viseu, e após percorrerem a circular da cidade, as viaturas entraram na A25, em direcção a Mangualde. A fila do protesto terá sido superior a um quilómetro de distância.

Durante parte do percurso na A25, a principal via de acesso do país ao centro da Europa, os participantes no protesto circularam nas duas faixas de rodagem, bloqueando a passagem de outras viaturas, mas sem nunca obrigar a paragens na marcha.

Esta é a síntese da jornada de protesto no Centro do país, mas também hoje no Algarve o  movimento anti-portagens na Via do Infante apresentou uma providência cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé a pedir a suspensão do decreto-lei que prevê introduzir o pagamento na auto-estrada do Algarve no dia 8 de Dezembro.

Em causa para o movimento, "a errada classificação da Via do Infante como auto-estrada", uma vez que – sustenta – o seu maior troço maior "foi construído, antes sequer do modelo SCUT ter sido criado e pago exclusivamente com dinheiros comunitários".

A contestação às portagens é tema para o Destaque da Edição da Noite, numa emissão em que teremos o regresso dos pescadores às Caxinas de Vila do Conde depois de uma odisseia nas águas do Atlântico e o magazine de artes e cultura, Ensaio Geral, de Maria João Costa.