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“Portugal precisa de ser um grande Porto”

26 jun, 2013 • Carolina Duarte

D. Manuel Clemente foi homenageado no Porto, a poucos dias de assumir o Patriarcado de Lisboa.
“Portugal precisa de ser um grande Porto”

D. Manuel Clemente diz, na hora da despedida da Diocese do Porto, que “Portugal precisa de ser um grande Porto”.

“Levo para Lisboa o Porto, porque Portugal precisa de ser um grande Porto, em todos os sentidos”, afirmou o bispo, esta quarta-feira à noite, no Palácio da Bolsa, no Porto.

A homenagem foi uma ideia da Santa Casa da Misericórdia do Porto, a que aderiram todas as instituições da cidade e cidadãos do Porto, dos mais altos responsáveis às pessoas anónimas.

D. Manuel Clemente, que, a 6 de Julho, assume o Patriarcado de Lisboa, falou aos jornalistas sobre a relação que vai estabelecer com o poder político: “Vai ser como no Porto. O poder político, quer do actual Governo quer do anterior, já vinha aqui falar comigo, de vez quando, não por ser eu, mas por ser intérprete de uma grande instituição, aqui no Norte, como é a Igreja Católica".

"Esse diálogo vai continuar, com certeza, porque, se não se lembrarem, lembro-me eu”, assegurou.

Na homenagem a D. Manuel Clemente, marcaram presença muitas personalidades, como o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, o presidente da Câmara, Rui Rio, e três candidatos ao município nas próximas autárquicas.

Rui Rio apelidou o patriarca eleito de Lisboa como um “homem bom” e lembrou a coincidência de ambos estarem “prestes a terminar as missões de que fomos incumbidos em prol dos cidadãos do Porto”.

“Estou certo que, mesmo assim, ambos também continuaremos a pugnar por ideais complementares em prol de uma sociedade justa e de valores perenes”, afirmou o presidente da Câmara do Porto.

Luís Braga da Cruz, presidente da Fundação Serralves, elogiou D. Manuel Clemente pelo seu “padrão de exigência e dedicação muito elevados”.

“Passamos a ter em Lisboa alguém que nos compreende melhor e que saberá ser nosso valedor perpétuo junto das instâncias mais próximas do poder”, afirma Braga da Cruz.