É também evidente que, como as vendas serão em saldo, o risco de corrupção será grande e as pressões sobre o poder político já se fazem até sentir.
Exija-se pois que cada uma das empresas a privatizar, como a EDP, a REN ou a TAP, seja devidamente avaliada por avaliadores insuspeitos, que a sua situação económico-finaceira seja publicamente escrutinada, todos os seus activos conhecidos, assim como o seu real valor de mercado.
A selecção dos compradores, essa terá de ser efectuada por concurso ou preferencialmente através de operações públicas de venda em bolsa.
Para que os processos de privatizações que se avizinham sejam sérios e transparentes, no mínimo, pede-se aos responsáveis que não escolham, como sempre acontece, um comprador amigo do poder e não subavaliem as empresas a vender. Que não obtenham a conivência de avaliadores, eventualmente muito credenciados, mas menos escrupulosos. E que, finalmente, não fabriquem um regulamento à medida, para branquear toda esta negociata.
Paulo Morais