O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
|
CGTP

Novas tabelas do IRS são uma "monstruosidade fiscal"

15 jan, 2013

Arménio Carlos fala em "manipulação de números", pelo facto de as simulações divulgadas sobre as retenções na fonte de IRS para 2013 darem sempre como resultado final um maior rendimento mensal para o contribuinte face ao que recebiam em 2012.
O secretário-geral da CGTP considera que as novas tabelas do IRS divulgadas, na segunda-feira, pelo Governo, representam uma "redução brutal" do rendimento anual das famílias e disse esperar que a "monstruosidade fiscal" seja rejeitada pelo Tribunal Constitucional.

"O Governo procura aparentemente dar com uma mão, mas na prática tira com três", afirmou à Lusa Arménio Carlos, sublinhando que, além da redução de escalões de IRS de oito para cinco, também haverá uma diminuição nas deduções possíveis e nos subsídios dos trabalhadores.

O facto de as simulações divulgadas pelo Ministério das Finanças sobre as retenções na fonte de IRS para 2013 darem sempre como resultado final um maior rendimento mensal para o contribuinte face ao que recebiam em 2012 é, para Arménio Carlos, uma questão de "manipulação de números".

"Estamos perante uma manipulação de números, mas, na prática, o que iremos sentir, se porventura esta política for para a frente, é uma redução significativa dos rendimentos dos trabalhadores e dos pensionistas no ano de 2013 relativamente ao ano anterior", criticou.

A conclusão é, de acordo com o líder da CGTP, fácil de tirar: "Se os trabalhadores do sector privado receberam em 2012 os dois subsídios de Natal e de férias e se para 2013 o Governo já anunciou a retirada de 50% de cada um dos subsídios, é caso para perguntar: então os trabalhadores vão receber mais ou menos no final do ano? Toda a gente percebe que vão receber menos."

Para Arménio Carlos, basta fazer as contas a 14 meses para se verificar que haverá "uma redução brutal do rendimento anual das famílias". O secretário-geral da CGTP considera que esta alteração deve ser analisada e "chumbada" pelo Tribunal Constitucional.