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Há pontos do relatório do FMI que “não serão aplicados”

13 jan, 2013 • António Pedro

Garantia é do ministro da Saúde, que promete, também, investigar, o facto de alguns hospitais estarem a travar a aquisição de medicamentos mais caros.

O ministro da Saúde garante que há aspectos do relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) que o Governo vai recusar.

“O relatório do FMI tem aspectos que merecem ser discutidos, debatidos, tem aspectos que deveremos estudar com o intuito de aplicar e tem outros aspectos que não serão, pura e simplesmente, aplicados. Há aspectos que nós não concordamos”, afirmou Paulo Macedo, este domingo, à margem da na sessão solene do feriado municipal de Vila Nova de Poiares.

Paulo Macedo repetiu este domingo, em Vila Nova de Poiares, a ideia expressa ontem ao “Expresso” pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.

Já quanto ao facto de algumas administrações hospitalares, em particular na região Norte do país, estarem a travar a aquisição de medicamentos mais caros, o ministro da Saúde promete investigar.

“Vamos analisar os casos concretos e vamos agir no sentido que os cuidados de saúde proporcionados em Portugal sejam equitativos e sejam de qualidade. Se há discriminações de uma região do país ou de um hospital para o outro, que essas discriminações não seja feitas,  deve haver uma uniformização e ter a certeza que disponibilizamos os medicamentos mais adequados aos nossos cidadãos, em tempo útil, que não é o tempo, claramente, que as multinacionais farmacêuticas pretendem”, afirmou Paulo Macedo.