Surto de ébola é "emergência de saúde pública internacional"

08 ago, 2014

A Organização Mundial de Saúde alerta para riscos de contágio a mais países e aconselha todos os Estados que já detectaram casos a decretar emergência nacional.
Surto de ébola é "emergência de saúde pública internacional"
Surto de ébola é "emergência de saúde pública internacional"
A Organização Mundial de Saúde (OMS) acaba de decretar o estado de emergência a nível mundial, devido à epidemia de Ébola. Aquele organismo considera que a epidemia representa um evento extraordinário e um risco de saúde pública para outros Estados, exigindo por isso uma resposta coordenada a nível internacional.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que a epidemia de ébola que está a afectar alguns países africanos constitui uma emergência de saúde pública internacional.

Aquele organismo considera que a epidemia representa um evento extraordinário e um risco de saúde pública para outros Estados, exigindo por isso uma resposta coordenada a nível internacional.

A OMS aconselha ainda todos os países que já detectaram casos a decretar emergência nacional.

A declaração de "emergência de saúde pública internacional" não acarreta medidas concretas como a proibição de viajar, por exemplo, mas serve sobretudo de alerta que se poderá traduzir agora num reforço da ajuda humanitária e logística internacional para fazer frente à doença. A mesma situação foi decretada para a gripe das aves e para recentes surtos de pólio na zona do Paquistão, sendo que neste caso a resposta internacional foi praticamente nula.

Desde que surgiu no início do ano, na Africa Ocidental, a epidemia já provocou 932 mortos confirmados e infectou mais de 1.700 pessoas na Guiné-Conacri, Libéria, Serra Leoa e Nigéria. Há mais casos suspeitos mas que carecem de confirmação laboratorial. A OMS diz ainda que está à espera que a situação piore antes de melhorar e que a solução para a crise poderá durar vários meses.

Contactada pela Renascença, a Direcção Geral de Saúde prometeu emitir um comunicado, ainda esta sexta-feira, sobre as implicações desta decisão da Organização Mundial de Saúde.

[Notícia actualizada às 10h10]