O sonho de chegar à final da Liga Europa esboroou-se ontem à noite em Bilbau, depois de em Alvalade o Sporting ter desperdiçado, há uma semana, a possibilidade de logo aí ter dado um passo importante para alcançar esse almejado objectivo.
Por isso, os leões podem agora lamentar-se de muitas incidências do desafio de San Mamés, onde alguns factores lhes foram desfavoráveis, mas é a si próprios que ficam a dever a oportunidade desperdiçada de no próximo dia 9 de Maio estarem em Bucareste na grande festa de tão importante competição da Uefa.
Fica porém na retina a exibição personalizada de um conjunto novo, o do Sporting, que nunca se rendeu, mesmo num estádio onde todas as equipas entram a perder face ao fanático apoio que é invariavelmente dispensado à equipa mais representativa do país basco.
E Sá Pinto é bem o obreiro deste novo Sporting, com todos a puxar para o mesmo lado, e com um sentido de grupo que se manteve distante meses a fio, vá lá saber-se bem porquê.
São parcos os proveitos recolhidos até agora, é verdade: os leões estão fora da Liga Europa, no campeonato português só por milagre alcançarão o terceiro lugar, resta a Taça de Portugal como a única conquista possível de uma temporada marcada por muitas frustrações.
Mas estão lançadas as bases de uma equipa à qual se poderão exigir outras melhores respostas daqui a alguns meses, concretizando-se assim a aproximação a patamares que são exigidos a um clube de grande projecção, como ainda é o Sporting.
Resta saber se as condicionantes financeiras não vão obrigar a seguir outros caminhos, e se as políticas a seguir escolhidas pelos seus responsáveis não fazem voltar tudo à estaca zero.