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Ribeiro Cristóvão

Regresso ao trabalho

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Descontando uma mão cheia de jogos de menor envergadura disputados na quadra natalícia que está a fazer as despedidas, este segundo dia de Janeiro marca o regresso do futebol com cinco jogos inscritos no calendário da Taça da Liga.
02-01-2012 22:56
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Descontando uma mão cheia de jogos de menor envergadura disputados na quadra natalícia que está a fazer as despedidas, o segundo dia de Janeiro marcou o regresso do futebol com cinco jogos inscritos no calendário da Taça da Liga. 

Rio Ave-Sporting, Gil Vicente-Moreirense, Marítmo-Santa Clara e Vitória de Setúbal-Estoril, representaram o primeiro acto da nova fase desta competição, para a qual os adeptos continuam ainda a olhar com alguma desconfiança.

Desfechos sem surpresas, até mesmo o empate dos leões em Vila do Conde, que ficaram muito aquém das expectativas criadas.

Para já, foi o que se pode arranjar.

E, sem dúvida, um bom aperitivo para as jornadas mais exigentes que se seguem, a primeira das quais no próximo sábado, quando Sporting e Futebol Clube do Porto testarem as suas actuais capacidades, num jogo que pode deixar marcas importantes na época que vai agora entrar em fase de aceleração.

Foram incompreensivelmente longas as férias dos jogadores dos nossos campeonatos.

E estas paragens arrastam muitas vezes consigo problemas nem sempre bem resolvidos a seguir, porque a competição passa a ser mais exigente, não se compadecendo com excessos que o repouso possa ter deixado acumular.

Numa altura propícia a alterações na condição física dos atletas e à perda de ritmo competitivo, o arranque que se segue pode vir a deixar à vista insuficiências difíceis de recuperar nas semanas seguintes.

Este é o grande teste por que vão passar muitos jogadores.

Esperemos para ver como respondem.

Entretanto, o futebol recomeça com um pano de fundo bem diferente dos anos anteriores.

Isto porque foram escassos os movimentos de tesouraria em todos os clubes, reduzidos a uma flagrante insuficiência financeira, sem capacidade para grandes investimentos e a passarem pela adopção de novas práticas negociais que os novos tempos recomendam.

Não vai ser fácil para muitos dirigentes perceber estes novos desígnios.

Habituados a gastar sem o necessário controlo dos seus associados e do próprio Estado, os clubes portugueses vão agora ter de enfrentar uma outra realidade.

Aguardemos para ver se estão preparados para isso.

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