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UNICEF

Portugal é “exemplo notável” na redução da mortalidade infantil

13 set, 2012

Entre 1990 e 2011, a taxa de mortalidade das crianças com menos de cinco anos diminuiu 77%.
Portugal está entre os dez países do mundo com a mais baixa taxa de mortalidade de crianças até aos cinco anos, segundo o relatório anual da UNICEF , que sublinha as melhorias alcançadas
a nível mundial.

"Há muito para celebrar. Mais crianças sobrevivem agora ao 5º aniversário. O número global de mortes antes dos cinco anos desceu de 12 milhões, em 1990, para cerca de 6,9 milhões, em 2011. Todas as regiões registaram reduções nas últimas duas décadas", refere o director executivo da UNICEF, Anthony Laque, no prefácio do relatório "Committing to Child Survival: A Promise Renewed" ("Compromisso com a sobrevivência infantil: Uma promessa renovada").

Na carta introdutória, Laque refere-se ao caso português como um dos "exemplos notáveis": Entre 1990 e 2011, a taxa de mortalidade das crianças com menos de cinco anos, nascidas em Portugal, diminuiu 77%.

Em 1990, por cada mil nascimentos morriam 15 crianças com menos de cinco anos. No ano passado, o número registado foi de três crianças por cada mil, segundo os dados divulgados no documento.

As principais causas de morte registadas em 2010 foram problemas neonatais (responsáveis por mais de metade dos casos registados), maus-tratos (8%) e pneumonia (1%). Os restantes 38% referem-se a outras situações não especificadas.

Portugal surge na lista da UNICEF referente aos dez países com a mais baixa taxa de mortalidade registada no ano passado, com uma taxa de 3,4 mortes até aos cinco anos por cada mil nascimentos.

O primeiro país da lista (que inclui apenas países com mais de 500 mil habitantes) é Singapura, com uma taxa de 2,6, seguida da Eslovénia, Suécia, Finlândia, Chipre, Noruega, Luxemburgo, Japão e Portugal. A lista termina com a Dinamarca, com 3,7 mortes em cada 1.000 nascimentos.