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Limpeza de listas de utentes foi suspensa

Paulo Macedo parece ter ouvido as críticas do sector

  • Áudio Bastonário dos Médicos satisfeito com atitude do ministro da Saúde

Bastonário da Ordem dos Médicos mostra-se satisfeito com a decisão do Governo. Era uma exigência do sector e que motivou a greve de Julho.
16-08-2012 11:41

Está suspenso, pelo menos até Setembro, o projecto para limpar as listas de utentes dos centros de saúde. A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) confirmou à Renascença que a ordem foi dada pelo ministro da Saúde.

Paulo Macedo responde assim, positivamente, a uma das exigências dos sindicatos médicos que esteve na origem da greve de dois dias em Julho.

Na prática, o projecto de limpeza (que estava a ser desenvolvido a título experimental pela ARSLVT) visava transferir os doentes que há três anos não iam ao respectivo centro de saúde para uma lista paralela, sendo substituídos por outros utentes até agora sem médico de família.

Até ao momento, o projecto avançou apenas nove dos 22 agrupamentos de centros de saúde que integram a ARS lisboeta, mas só em quatro foi concluído.

Sindicatos e Ordem dos Médicos não se cansaram de tecer críticas, mas o bastonário José Manuel Silva mostra-se agora satisfeito.

"É claramente um sinal positivo, porque o modo como o processo estava a ser conduzido, de forma arbitrária, sem diálogo com os médicos de família, separando famílias e adormecendo doentes numa hibernação invernal, é que não era de forma nenhuma aceitável", afirma à Renascença.

O bastonário da Ordem dos Médicos refere que a limpeza das listas é defendida pelo sector, mas não da maneira como estava a ser conduzida. "Portanto, este passo dado pelo ministro da Saúde é positivo e o diálogo é possível."

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Comentários (12)
  • » nyORQINO, NY, 16-08-2012 23:02

    "Se contactarem com marcianos, avisem-me"
  • » Porto, Porto, 16-08-2012 21:03

    Querem limpar o sebo aos doentes e fazê-los desaparecer. A saúde é um negócio superior aos bancos e a certos grupos economicos. Os laboratorios, fabricantes de medicamentos em massa dominam o mundo e os seus políticos. Os doentes não têm valor para essa gente, o que conta é o lucro. Há descobertas para curas de cancro, HIV, etc. que imediatamente são proibidos, não convém a cura. Os lucros estão em primeiro lugar, os medicamentos são a base do monopólio desses grandes carteis. Os países são marionetas nas mãos dessa gente. Os sistemas sociais são para abater. Enquanto permitir-mos ser governados por pessoas que nunca deviam ter nascido, aumentamos a queda no abismo. Enquanto houver pobres a trabalhar por 600,00€ e são esses que têm sido espoliados, havera lugar para criar mais leis até que essa gente desapareça do mercado de trabalho. Depois será o resto do fim de algumas leis que ainda persistem superficialmente. Ponderem bem o poder do capitalismo, hoje na áfrica do sul a polícia matou a tiro todos os mineiros grevistas.
  • » O que é o médico de família?, Tejo do Vale, 16-08-2012 20:07

    Nunca tive um médico de família; nem sei para que serve, mas também quero um, de preferência, médica...
  • » pedro, aveiro, 16-08-2012 19:09

    Era bom que fosse tornada publica a lista dos acordos entre ministério e médicos. De quem é o interesse em manter muita gente nas listas de utentes dos centros? será que depende daí o numero de vagas de médicos? claro que como em tudo, o dimensionamento dos recursos deve ser feito em função da ACTIVIDADE prevista, ou seja, aqui, dos utentes ACTIVOS (aqueles que normalmente usam). Os outros não precisam de ser eliminados, podendo passar a ACTIVOS logo na primeira vez que usem, mesmo que após anos de ausencia! Mas para avaliar é preciso saber tudo sobre a matéria. E isso não está a ser procurado pelos jornalistas!
  • » Zé das minhocas, lá prós lados, 16-08-2012 18:12

    Há três anos que não vou ao médico de familia, ainda bem. Sinto-me saudável e entendi não ter que gastar dinheiro em deslocações etc. Por isto um utente fica excluído de uma lista? Absurdo!!!
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  • » OBSERVADOR, LISBOA, 16-08-2012 17:38

    As listas podem ser revistas, mas devem obedecer ao princípio básico de que os membros da família que seja NUCLEAR não devem ser divididos, isto é, uns considerados activos e outros "adormecidos". E pode-se aceitar que essa revisão se faça de forma trienal. ~ Todavia não se pode obrigar depois médicos a aceitarem utentes para além do previsto como total de uma lista. Que interessa encherem listas para cima do razoável, se os doentes posteriormente não conseguem uma consulta ? Há limites de capacidade de atendimento. Quem se mete na Política, inclusive médicos, não entendem o que é fazível e o que náo o é, em termos de responsabilidade profissional. Aliás existe uma desigualdade notória no tratamento de profissionais e de utentes, desde a dita "reforma" Sócrates / Campos - uma reforma despesista e só para atender a interesses de lobbies. Uma reforma preocupada apenas com números ( estatísticas), tecnocratizada, desumanizada. Com "indicadores" de carácter científico mais que duvidoso!
  • » rolling_stone, Porto, 16-08-2012 17:26

    E assim se conseguem por mais uns meses ou anos sem que outra solução á vista apareça (não que esta seja boa ou má), manter listas infindáveis de utentes muitos dos quais falecidos emigrados, com alterações de residencia para justificarem a inercia da maioria dos centros de saúde. vejam o caso da ULS Matosinhos, onde os centros de facto funcionam (onde tambem existem falhas para confirmar a regra). é preciso sangue novo nos centros. mas mexer com a velharia é dificil. que ninguém pense que estas politiquices são para bem dos utentes. Cumprimentos
  • » silva, lx, 16-08-2012 15:24

    o governo não deve brincar com a saúde pública.
  • » já não era a primeira, barreiro, 16-08-2012 14:32

    a mim aconteceu-me de ir ao meu centro de saúde - nas proximidades da minha casa - e qual não é o meu espanto quando descobri que o meu lugar tinha sido atribuído a alguém de outra freguesia. depois de ter reclamado disseram que tinha de mudar de centro de saúde porque o meu médico tinha mudado. Como sabia a idade do meu médico e que em breve se reformaria solicitei a minha permanência mesmo sem médico. A resposta foi negativa. Passados seis meses de me terem mudado para longe de casa, local onde só posso ir de carro ou de transporte público quando antes me deslocava a pé, fiquei sem o meu médico tal como previra. Agora estou longe de casa e sem médico. A flexibilidade para resolução disto é nenhuma. Neste caso nem foi o governo actual o culpado mas o socas and friends.
  • » mituxa, lisboa, 16-08-2012 14:22

    Que esquisito porque teem que apagar as pessoas das listas, podiam ver se estão vivas ou não, então as pessoas que não teem necessidade de ir ao médico porque ate são saudáveis (não quer dizer que a qualquer momento não precisem) fiquem sem os seus médicos de familia, portanto o ministério da saude quer é que as pessoas estejam todas doentes para andarem sempre no médico
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