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Prisão preventiva para quatro dos detidos por fraude no SNS

29-06-2012 15:42
Esquema de fraude e falsificação envolvia cinco delegados de informação médica, dois armazenistas, dois médicos e uma pessoa que fazia a ligação entre os elementos do grupo.

A operação "Remédio Santo", que levou à detenção de uma dezena de pessoas suspeitas de uma fraude que terá lesado o Serviço Nacional de Saúde (SNS) em cerca de 50 milhões de euros, resultou na aplicação de quatro prisões preventivas. 

O tribunal decretou ainda que três dos arguidos devem permanecer em prisão domiciliária com pulseira electrónica e outros três são obrigados a apresentar-se periodicamente às autoridades.

No processo estão envolvidos dois médicos, um dos quais ficou em prisão preventiva, juntamente com um chefe de vendas de laboratório, um delegado de informação medica e um homem desempregado que é suspeito de pertencer também ao grupo.

O outro médico, uma mulher, é acusada de Burla qualificada, falsificação de documentos, e associação criminosa e está obrigada à utilização de pulseira electrónica.

Segundo o seu advogado, Garrido Pereira, os arguídos reagiram mal às medidas de coacção: "Os arguídos claro que reagiram mal, ninguém fica contente com a aplicação de medidas de coacção gravosas e sérias como são estas.”

Cinco delegados de informação médica, dois armazenistas, dois médicos e uma pessoa que fazia a ligação entre os elementos do grupo são os 10 detidos no âmbito da operação. A acrescentar a estas medidas os 10 arguidos ficam sujeitos a algumas proibições: não se podem deslocar ao estrangeiro nem podem contactar entre si e com outras pessoas referidas neste processo judicial.

O esquema de fraude e falsificação de documentos envolvia um sistema em que médicos prescreviam medicamentos, através de listagem do SNS, com as receitas a serem entregues a farmácias, onde os medicamentos comparticipados pelo Estado português eram levantados para seguirem, não para os doentes cujos nomes constavam das receitas, mas para exportação.

[artigo corrigido às 18h00]
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Comentários (4)
  • » Vitor Marques, Matosinhos, 30-06-2012 12:15

    Será que, desta vez, a Justiça "tratará da saúde" a esta gente?
  • » Analfabeto, Lisboa, 30-06-2012 8:39

    Dentro de cem anos, alguns poderão ser efectivamente condenados.
  • » Vitor santos, Lavra, 29-06-2012 23:10

    Afinal, o problema dos gastos excessivos do estado com a saúde era alguém andar a servir-se à grande enquanto o povo paga taxas moderadoras. Foram descobertos 50M€, o que já dá para manter alguns hospitais dignos no interior do país e acabar com partos na berma da estrada! Boa sorte para os inspectores, juízes
  • » José Sarmento, Coimbra, 29-06-2012 20:22

    Qualquer pena que não passe pela confiscação dos carros de luxo, vivendas, incluindo as de férias, e contas bancárias, não passará de mera diversão para enganar o Zé Povinho. Não pode haver contemplações para com esta gente que não é merecedora de viver em democracia.

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