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Comissão defende isenção de taxas moderadoras até aos 18 anos

Fundir MAC com Magalhães Coutinho é outra das sugestões

  • Áudio Pediatra Bilhota Xavier defende isenção de taxas até aos 18 anos

  • Áudio "Pretendemos que serviços tão bons se mantenham integrados e não sejam desmembrados”

  • Áudio Profissionais em blocos com poucos partos devem receber formação

É uma das sugestões avançadas pela Comissão Nacional de Saúde Materna. A Renascença falou com o seu presidente, o pediatra Bilhota Xavier.
17-06-2012 11:17
A Comissão Nacional de Saúde Materna defende a isenção de taxas moderadoras na saúde até aos 18 anos. É uma das propostas que constam da Carta Hospitalar Materna, da Criança e do Adolescente, que o Governo vai agora avaliar.

“A questão das taxas moderadoras, não tem qualquer cabimento, até porque há isenção durante a gravidez e assim também acontece nas crianças até perfazerem 13 anos. Aí, intencionávamos que fosse alargada a isenção até aos 18 anos, porque hoje a idade pediátrica em Portugal vai até [essa idade] e fazia todo o sentido que os adolescentes também pudessem estar totalmente isentos das taxas moderadoras até lá”, explica o presidente da comissão, Bilhota Xavier, à Renascença.

Na carta são também propostas fusões de maternidades e outros serviços, como as urgências pediátricas nocturnas.

Em Lisboa, é recomendada a junção da Maternidade Alfredo da Costa com a Magalhães Coutinho, no Hospital D. Estefânia, bem como o serviço de neonatologia do mesmo hospital, num único departamento, independentemente do local.

“O que pretendemos é que serviços tão bons que têm sido prestados às mães, futuras mães e crianças desde há algumas décadas se mantenham integrados e não sejam desmembrados, com o risco de perdermos uma resposta de grande qualidade”, avança o pediatra.

“Tem toda a razão de ser integrá-los como único serviços de obstetrícia e os dois serviços de neonatologia do Hospital Dona Estefânia e da Maternidade Alfredo da Costa. Onde vão ficar localizados, dependerá da decisão da ARS de Lisboa e Vale do Tejo e da decisão do Governo em relação à construção ou não, do Hospital Oriental de Lisboa”, defende ainda.

As maternidades Bissaya Barreto e Daniel de Matos, em Coimbra, são outras visadas no documento para a integração.

No entanto, nas zonas menos povoadas do país, a comissão recomenda flexibilidade no que toca ao número mínimo de partos (1500, de acordo com o critério definido pela Organização Mundial de Saúde para garantir a segurança das grávidas).

“Temos cerca de 14 blocos de parto, ao nível do Continente e das ilhas, onde nascem menos de 1500 bebés, mas é totalmente impensável, do ponto de vista social e da resposta às comunidades, encerrar todos estes blocos de partos”, afirma Bilhota Xavier.

Por isso, “defendemos que, nos contratos-programa que são realizados entre os hospitais e as Administrações Regionais de Saúde, haja o compromisso de que esses profissionais tenham que ser discriminados positivamente naquilo que é a sua formação permanente, para que, de algum modo, não tendo um movimento muito grande, sejam ajudados a manter essa formação contínua e actual”, sustenta.

A comissão alerta, por outro lado, para o risco de desaparecimento da cirurgia cardíaca pediátrica em Portugal, uma vez que a maioria dos serviços que têm esta especialidade são assegurados por praticamente um único cirurgião.
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Comentários (1)
  • » manuela, viana, 17-07-2012 20:00

    não faz sentido nenhum pagarem taxas moderadoras a partir de 13 anos. Exames globais de saúde,;EGS aos 15 anos, nos centros de saúde são pagos( é um momento privilegiado de educação para a saúde, para informar acerca da maturação, de processos de desenvolvimento, prevenção de gravidez na adolescencia, e de IST. é um momento para avaliar crescimento e desenvolvimento estato ponderal, identificar erros alimentares e sedentarismo; falar de prevenção de acidentes, viver em sociedade, ensinar acerca das complicações de uso de drogas, alcool,tabaco;como lidar com insucessos, com desgostos de amor...É UM eXAME GLOBAL uma única vez na vida, pois apenas se tem 15 anos uma vez. - afinal os toxicodependentes custam muito mais a toda a sociedade e podem percorrer todo o País e jamais pagam taxas moderadoras - afinal onde fica a moralidade? que lhes seja imposto um limite de 4 consultas por ano(como com diabéticos) e as restantes pagar taxa(nem que seja pela metade...).
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