A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) defende que as actividades, dimensões, responsabilidades e recursos humanos e técnicos da MAC e do Hospital Dona Estefânia são indispensáveis, onde quer que sejam as suas instalações, actuais ou futuras.
De acordo com o estudo, citado na agência Lusa, para a concretização de uma Carta Hospitalar, pedido pelo Ministério da Saúde, a ERS afirma que “há duplicação de serviços e sobreposições”, mas a Maternidade Alfredo da Costa deve manter essas valências.
A ERS sublinha que a maternidade lisboeta deve continuar a prestar os serviços que tem actualmente, sobretudo o apoio perinatal diferenciado, independentemente do local onde vier a ser instalada.
Entre o encerramento do bloco de partos da Estefânia ou da MAC, o estudo não aponta preferências, mas sublinha a qualidade e necessidade de ambos os serviços, embora o local onde se devem realizar esses mesmos serviços não seja apontado. A ERS deixa em aberto a questão das instalações mas reforça a defesa da especialidade técnica da MAC.
Reorganização pediátrica na Grande Lisboa
A Entidade Reguladora da Saúde defende ainda o fim da urgência pediátrica no Hospital de São Francisco Xavier e da cardiologia pediátrica nos hospitais de Santa Marta e Santa Cruz, todos em Lisboa.
Sobre mais dois serviços de urgência de pediatria que existem nos Hospitais Dona Estefânia e Santa Maria, o estudo considera que estes devem funcionar até às 21h00 e, depois, apenas um deve estar aberto.
Em relação ao Centro Hospitalar do Médio Tejo, o estudo defende que basta apenas um serviço de pediatria, que deve ficar localizado no hospital de Abrantes até porque tem maternidade.
[Notícia actualizada às 12h00]