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"Aborto é um problema imenso na sociedade"

05 mai, 2012 • Domingos Pinto

A Cimeira Global Pró-Vida decorre em Lisboa e conta com activistas de vários países.

Criticas às políticas e leis que promovem o aborto marcaram o debate dos movimentos pró-vida de vários países da Europa e da América, que começou esta sexta-feira, em Lisboa. São experiências que chegam de vários cantos do mundo e com um denominador comum: a defesa da vida.

Os intervenientes defenderam a necessidade de mudar a legislação nos países onde o aborto é legalmente protegido. Na Polónia, por exemplo, em apenas duas semanas foram recolhidas 600 mil assinaturas de apoio a uma proposta legislativa para proteger a vida e na Colômbia foram mais de 5 milhões, em apenas dois meses.

Do Canadá veio John Henry Westen. O consultor da maior organização pró-vida do país e devoto de Nossa Senhora de Fátima espera que Portugal reveja a sua legislação para voltar ser um país pró-vida.

“Desde a minha juventude que gosto muito de Nossa Senhora de Fátima e uma promessa de Nossa Senhora de Fátima foi que Portugal manteria o dogma da fé e os católicos do mundo inteiro olham para Portugal e para esta promessa. Isto foi uma enorme desilusão, penso que para o mundo inteiro, que está à espera de um ressurgimento, especialmente dos portugueses, para liderar este caminho para voltar à vida”, afirma John Henry Westen.

Na mesma linha, Guaberto Garcia, que lidera uma organização de defesa da vida nos Estados Unidos que já conta com um milhão de membros, compara o aborto a um “cancro” da sociedade.

“É um problema imenso na sociedade, é como um cancro na alma de um país, muda os valores, não apenas sobre a vida. Qual é a razão da vida? Ter uma família. Então é um problema que vai ter repercussões incríveis”, diz Guaberto Garcia.  

A Cimeira Global Pró-Vida é organizado pelo Movimento Pró-Referendo Vida, que já recolheu no nosso país cerca de metade das 75 mil assinaturas necessárias para enviar uma petição ao Parlamento a pedir um novo referendo ao aborto.