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Universidade de Coimbra dá passo em frente no tratamento da tuberculose

  • Áudio Reportagem de António Pedro

Portugueses são as principais vítimas de tuberculose na União Europeia. Investigadores de Coimbra pretendem acabar com alguns efeitos secundários que podem levar à morte.
09-04-2012 13:44
Um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra está a coordenar um estudo pioneiro que visa uma maior eficácia nos tratamentos contra a tuberculose, utilizando a informação genética dos doentes. Portugal é o país da União Europeia com maior incidência da patologia.

“Determinar previamente as características genéticas do doente para, desde o início, o medicamento ser administrado já na dose mais correcta, de maneira a diminuir, dentro do possível, a taxa de complicações”, explica a coordenadora da investigação, Henriqueta Coimbra. 

Ao limitar com maior precisão a dose exacta para cada paciente, os pesquisadores revelam que é possível evitar certos efeitos secundários que podem exigir transplantes hepáticos ou até levar à morte do doente.

As dificuldades afectam não só as vítimas da tuberculose, como também os elementos próximos da família. “As complicações também têm surgido em familiares que não estão sequer doentes, mas tomam medicação como medida preventiva e também estão expostos à toxicidade” do tratamento, alerta a investigadora. 

Portugal é o país da União Europeia com maior taxa de incidência da tuberculose. Todos os anos, surgem cerca de 29 novos casos por cada 100 mil habitantes. A doença faz-se sentir, sobretudo, nas áreas metropolitanas de Lisboa, Porto e Setúbal.
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