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Europa reforça orçamento para a tuberculose

24 mar, 2012

Pneumologista Miguel Vilar considera que a pobreza não é causa da doença, mas sim os comportamentos de risco, como o alcoolismo.
Radiografia

O Centro Europeu de Controlo de Doenças vai reforçar o orçamento para a tuberculose. Os cortes nos orçamentos dos governos da Europa e as experiências com outras crises ditaram a decisão.

A instituição já determinou que irá reforçar o orçamento disponível para a área da tuberculose. A decisão foi tomada com base na recessão e nos cortes dos governos da Europa, em médicos e verbas.

Os especialistas prevêem um aumento de casos, um acesso aos cuidados mais difícil, por parte de alguns grupos populacionais, e um diagnóstico e tratamento mais demorado e de menor qualidade.

Para o pneumologista Miguel Vilar, Portugal, neste momento, só tem falta de profissionais: “Na cidade de Lisboa, aqui há três ou quatro anos atrás, havia quatro centros de diagnóstico e agora só há um”. O médico destaca ainda “a falta de enfermeiros e administrativos.”

O Centro Europeu de Controlo de Doenças recorda experiências de antigas crises. A pobreza aumenta, o que implica alterações na alimentação e condições de alimentação, e o desemprego faz crescer a criminalidade e o número de pessoas nas prisões, locais onde a incidência de tuberculose é maior, devido ao consumo de drogas e álcool.

Miguel Vilar explica que “não é pela pobreza em si” que a pessoa será contagiada pela tuberculose, mas sim por culpa do aumento da ingestão de álcool e dos “comportamentos de risco”.

Apesar do esforço para melhorar os níveis de combate à tuberculose, nos últimos 20 anos, Portugal ainda não atingiu os números da União Europeia.