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Médicos dos Açores vão poder ter mais doentes e duplicar salário

  • Áudio Jornalista Dora Pires ouviu os sindicatos

Sindicatos querem receita aplicada também no Continente, mas há quem alerte para o aumento das listas de espera.
07-03-2012 11:50 por Dora Pires
Os médicos de família nos Açores vão poder acumular até 2500 utentes e, em troca, ganhar o dobro do salário. O acordo está prestes a ser assinado.

“São 2500, máximo dos máximos. O horário tem que ser feito em consonância”, afirma à Renascença o sindicalista Carlos Arroz, do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), segundo o qual o suplemento de remuneração “é um por mil, em função dos 1500 doentes, isto é, se o médico tiver mais mil doentes, dobra o vencimento”.

Carlos Arroz considera que a receita poderia ser adoptada no Continente, onde o Ministério da Saúde se prepara para aumentar o número de utentes por médico, mas por caminhos diferentes.

O memorando da “troika” prevê um aumento dos utentes por médico de família na ordem dos 20% nos centros de saúde e 10% nas unidades de saúde familiar. Os directores destas instituições estão agora a ser chamados a apresentar propostas para lá chegar.

O dirigente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM) Mário Jorge considera que, sem mais horas de trabalho, e consequentemente aumento de salário, o resultado vai ser mais e maiores listas de espera.

“Para ‘x’ horas por semana, que é o horário normal do médico, para um universo brutalmente acrescido, naturalmente que as listas de espera por consulta vão aumentar assustadoramente”, alerta.

Os sindicatos rejeitam a criação de listas paralelas de utentes não frequentes e avisam que é preciso mudar a lei para aumentar as listas. Enquanto não houver acordo, apelam a cada médico que recuse ir além dos 1550 utentes previstos na lei actual.
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Comentários (1)
  • » Filipe J. Silva, Ponta Delgada, 11-03-2012 15:21

    Os médicos de família dos centros de saúde portugueses estão contratados para trabalhar seis horas diárias, no entanto são-lhes atribuídas apenas quatro horas diárias ao preço das seis. “Os médicos portugueses não gostam de trabalhar” – afirma um médico estrangeiro a trabalhar em Portugal. – “Ao fim de quatro horas já estão a queixar-se que trabalharam muito!”. Relativamente ao facto de os médicos de família dos Açores passarem a ter mais utentes em nada vai beneficiar o serviço de saúde açoriano, porque o que acontece na prática é que os médicos vão continuar a trabalhar as quatro horas diárias e atenderão o mesmo número de utentes por dia. Assim, em vez de um mês de espera da consulta, o utente passará a esperar dois meses. É o que se vai passar. São coisas como estas que fazem o país estar em crise.
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