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Mais de seis mil mortes em duas semanas. Casos de gripe aumentam

02 mar, 2012

Eventual mutação do vírus da gripe pode estar na origem do elevado número de mortalidade.
Paraguai
Os dados mais recentes do Instituto Ricardo Jorge apontam para mais de 6.100 óbitos em Portugal em apenas duas semanas (de 13 a 26 de Fevereiro). Os números coincidem com um crescimento dos casos de gripe, com predominância da gripe A.

A actividade gripal, que regista um nível elevado e com tendência crescente, é a causa apontada para parte das mortes, cujo número se situa acima do esperado e com tendência de subida há cinco semanas.

Na semana passada, a mortalidade fixou-se nos 3.080 óbitos, na sua maioria de idosos com 75 anos ou mais.

De acordo com o departamento técnico de Epidemiologia do Instituto Nacional Ricardo Jorge, a semana de 13 a 19 de Fevereiro também registou cerca de três mil óbitos, número que pode aumentar, uma vez que os dados são actualizados em permanência.

A actividade gripal é uma das causas prováveis. Na última semana de Fevereiro, foram registados 24 casos com o vírus da gripe A, 16 deles do subtipo H3, revela o Instituto, acrescentando que a actividade gripal passou de moderada a alta, com tendência crescente.

Na segunda-feira, o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge anunciou, em comunicado, uma investigação em profundidade aos motivos associados ao excesso de mortalidade, em articulação com a Direcção-Geral da Saúde. Uma eventual mutação do vírus da gripe é uma das hipóteses em estudo, afirmou ontem o director-geral da saúde, Francisco George.

Todas as quintas-feiras, o Instituto Ricardo Jorge divulga no seu site o boletim da gripe, com estatísticas sobre a mortalidade "por todas as causas", com valor acima do esperado.

Para Setembro, está previsto o início do registo via internet dos óbitos, facilitando o acompanhamento e as sua causas.