Bactérias mais resistentes a antibióticos. Prescrição deve ser orientada

18 nov, 2013

Neste Dia Europeu dos Antibióticos, os especialistas pedem mais cuidados na prescrição. Director do Programa de Prevenção e Controlo de Infecções e de Resistência aos Antimicrobianos anuncia programa de apoio.
O número de doentes infectados com bactérias resistentes aos antibióticos está a aumentar no espaço da União Europeia, o que representa uma ameaça para a saúde pública.

A informação é avançada pelo Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças, no âmbito do Dia Europeu dos Antibióticos que se assinala esta segunda-feira.

“Os antibióticos são ameaças às bactérias e elas são capazes de ir ganhando resistências. Quanto mais antibióticos usarmos, quanto mais forem consumidos, mais as bactérias se vão alterar e criar resistências aos antibióticos”, explica à Renascença o director do Programa de Prevenção e Controlo de Infecções e de Resistência aos Antimicrobianos, José Artur Paiva.

“Se pensarmos a longo prazo, é perfeitamente possível ter bactérias totalmente resistentes aos antibióticos, isto é, podemos configurar que no futuro os antibióticos podem perder toda a sua eficácia”, alerta.

Por isso, defende o especialista, só o uso responsável destes fármacos pode ajudar a evitar o desenvolvimento de bactérias resistentes. Nesse sentido, está quase concluído o novo sistema de apoio à prescrição do antibiótico.

“Vamos colocar grupos de pessoas escolhidas localmente pela sua competência na área do antibiótico e da infecção, a apoiar a prescrição de antibióticos, sobretudo os que sabemos serem mais capazes de induzir a resistência das bactérias”, avança José Artur Paiva.

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, quer ter médicos e enfermeiros nas diferentes unidades de saúde a ajudar os clínicos a escolher o tipo de antibiótico a aplicar no tratamento de determinada doença.