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Guilherme d'Oliveira Martins sobre Herberto Helder: "As palavras leva-as o vento. Devemos lê-lo"

24 mar, 2015

Presidente do Centro Nacional de Cultura põe o poeta madeirense, que morreu na segunda-feira, "ao lado de outros grandes autores, como Eugénio de Andrade e Sophia de Mello Breyner".

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"A melhor homenagem que devemos a Herberto Helder é usar, neste momento, muito poucas palavras", diz Guilherme d'Oliveira Martins, presidente do Centro Nacional de Cultura, sobre a morte do poeta. Nasceu na Madeira, há 84 anos, e faleceu segunda-feira em Cascais.

"O seu testemunho sempre pediu aos seus leitores que lessem a sua poesia em lugar de tecer encómios. Dizia ele, as palavras, leva-as o vento", recorda Guilherme d'Oliveira Martins, para quem Herberto Helder é "uma das maiores referências poéticas da literatura da língua portuguesa".

"É singularíssimo. Alguém cuja personalidade é muitíssimo marcada. Pode dizer-se que a sua poesia é inconfundível ao lado de outros grandes autores, como Eugénio de Andrade e Sophia de Mello Breyner", diz o colaborador do programa de actualidade cultural da Renascença, o Ensaio Geral.

"Mas Herberto Helder protegeu-se sempre muito e desejou fundamentalmente que sobre ele se pusesse a tónica na leitura da sua obra. Devemos lê-lo", acrescentou ainda Guilherme d’Oliveira Martins.

Herberto Helder, por muitos considerado um dos maiores poetas portugueses, morreu na segunda-feira, em Cascais, com 84 anos, confirmou a Renascença junto da editora do autor.

A Porto Editora, que editou a mais recente obra ("A Morte sem Mestre", 2014), anuncia que o funeral se realiza quarta-feira, sendo "reservado à família".