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Quem manda na Igreja depois da resignação de Bento XVI?

11 fev, 2013 • Filipe d’Avillez

Governo da Santa Sé está assegurada. Este período é de particular interesse para coleccionadores de moedas e de selos, que aguardam emissões especiais do Vaticano.  

Quem manda na Igreja depois da resignação de Bento XVI?
Com a resignação de Bento XVI, a Igreja entrará numa fase conhecida como "sede vacante", o que significa que a Cátedra da Sé de Roma ficará temporariamente vazia. Isto não significa, todavia, que haja um vazio de autoridade.

Mal a resignação entre em efeito, a partir das 19h00 portuguesas de 28 de Fevereiro, a regência da Igreja passa para o colégio dos cardeais. Simultaneamente, todos os membros da cúria romana apresentam as suas demissões, com a excepção do Cardeal Camarlengo, encarregado de administrar as propriedades e finanças da Santa Sé, e dos legados papais e núncios apostólicos, que também mantêm os seus cargos.

O Cardeal Camarlengo, actualmente o número dois do Vaticano, Tarcisio Bertone, actua então como chefe de Estado interino da Santa Sé, mas caso tenha que tomar alguma decisão que normalmente precisaria de confirmação do Papa, esta deve ser submetida ao Colégio dos Cardeais.

O período de "sede vacante" termina imediatamente após a eleição do novo Papa, em conclave, pelos cardeais eleitores. A fase de "sede vacante" faz-se acompanhar de uma série de curiosidades, que são particularmente aguardados por filatelistas e colecionadores de moedas.

Cada Papa tem o seu próprio brazão, que ornamenta as moedas e os selos do Vaticano. Na morte ou resignação do Papa, a Santa Sé prepara e emite uma série de moedas e selos com as armas da "Sede Vacante", que são as mesmas do Cardeal Camarlengo, mas com as chaves cruzadas de S. Pedro. Em vez do nome do pontífice aparece a expressão "Sede Vacante".

Tradicionalmente, estas moedas eram depois vendidas exclusivamente a colecionadores, por quantidades muito superiores ao seu valor facial, mas uma decisão recente do Tribunal Europeu obriga a Santa Sé a colocar pelo menos uma parte da cunhagem e dos selos em circulação.