"Dá-me ajuda para ajudar os outros." Abbé Pierre nasceu há 100 anos

06 ago, 2012 • com Ecclesia

Combatente na Resistência Francesa, fundador das comunidades Emaús e do Banco Alimentar, sempre protector dos mais fracos, o sacerdote é recordado estes dias pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.
"Dá-me ajuda para ajudar os outros." Abbé Pierre nasceu há 100 anos

Esta segunda-feira marca o centenário de Henri Grouès, o padre católico francês, mais conhecido por Abbé Pierre, que morreu em 2007.

O sacerdote foi marcante no seu compromisso em favor dos mais necessitados, desde a juventude, e a sua luta contra as injustiças, a começar na II Guerra Mundial, quando se juntou à Resistência.

Preso pelo exército alemão em Maio de 1943, numa altura em que tinha assumido o nome Abbé Pierre, o padre francês foge, passa pela Espanha e chega à Argélia, onde encontrará o general de Gaulle. Terminada a guerra, lança-se na política através do Movimento Republicano Popular, que abandonará mais tarde.

Em 1949 propõe um projecto-lei que visava o reconhecimento da objecção de consciência e empreende a construção, frequentemente ilegal, de alojamentos para famílias sem-abrigo.

Os discípulos de Emaús
A residência de Abbé Pierre, uma casa deteriorada nos arredores de Paris, torna-se um albergue de juventude internacional baptizado “Emaús”. As primeiras comunidades de Emaús nascem segundo o princípio “dá-me a tua ajuda para ajudar os outros”.

“Emaús tornou-se uma recuperação de homens a propósito da recuperação de coisas”, definiu o Abbé Pierre.

No início dos anos 80 a comunidade de Emaús organiza a distribuição nocturna de alimento; em 1984 funda, com outras instituições, o Banco Alimentar e reforça-se a acção em favor dos sem-abrigo.

Em 1988 é criada a Fundação Abbé Pierre, que continua o trabalho de alojamento dos desfavorecidos.

Na década de 90, o sacerdote abraça a causa dos direitos dos imigrados: mo Pentecostes de 1991, jejua na Igreja de São José, em Paris, com um grupo de pessoas que mantinham uma greve de fome por lhes ter sido negado o direito de asilo.

O sacerdote é evocado estes dias pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) numa série de peças e entrevistas em que se recorda o seu compromisso com os mais desfavorecidos.