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Papa: "A missa não é apenas uma bonita experiência"

16 ago, 2015 • Filipe d’Avillez

“A Eucaristia é Jesus mesmo que se dá inteiramente a nós. Nutrirmo-nos dele e demorarmo-nos nele, se o fizermos com fé, transforma a nossa vida num dom a Deus e aos irmãos”, afirmou o Papa este domingo.  
O Papa Francisco falou este domingo da importância da missa dominical, respondendo a algumas objecções que, diz, se costuma ouvir sobre a participação na Eucaristia.

Falando antes da oração do Ângelus, na Praça de São Pedro, o Papa recordou que a participação na missa não tem a ver com meros sentimentos pessoais.

“Às vezes ouvimos, a respeito da Missa, as seguintes objecções: ‘De que serve a missa? Eu vou à Igreja quando me apetece e rezo melhor sozinho’. Mas a Eucaristia não é uma oração privada ou uma bonita experiência espiritual, não é uma mera comemoração do que Jesus fez na Última Ceia.”

“A Eucaristia é um ‘memorial’, ou seja, um gesto que actualiza e torna presente o evento da morte e ressurreição de Jesus. O pão é realmente o seu Corpo oferecido por nós, o vinho é realmente o seu Sangue derramado por nós”, realçou Francisco.

O tema veio a propósito do Evangelho deste domingo, em que Jesus diz aos seus discípulos que Ele é o pão da Vida e que “quem comer a minha carne e beber o meu sangue terá a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia”.

Os evangelhos dizem que as suas palavras chocaram muitos dos seus seguidores, que o abandonaram a partir daquele momento.

Esta passagem não deixa dúvidas para os católicos de que a Eucaristia é verdadeiro corpo e sangue de Jesus, diz ainda o Papa.

“A Eucaristia é Jesus mesmo que se dá inteiramente a nós. Nutrirmo-nos dele e demorarmo-nos nele, se o fizermos com fé, transforma a nossa vida num dom a Deus e aos irmãos. Nutrirmo-nos daquele “Pão da vida” significa entrar em sintonia com o coração de Cristo, assimilar as suas escolhas, os seus pensamentos, o seu comportamento. Significa entrar num dinamismo de amor oblativo e tornarmo-nos pessoas de paz, de perdão e de reconciliação, de partilha em solidariedade. O mesmo que Jesus fez”, concluiu Francisco.