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Papa convida sociedade a superar o "mar da indiferença"

27 jan, 2015 • Aura Miguel

Vaticano revelou a mensagem para a Quaresma, onde são propostas três reflexões. Francisco alerta para "globalização da indiferença" que ignora sofrimentos.

Papa convida sociedade a superar o "mar da indiferença"
Preocupado com a "globalização da indiferença", Francisco propõe um caminho de conversão, a partir da realidade da própria Igreja. Esta é a mensagem do Papa para a Quaresma.

"Quando estamos bem e comodamente instalados esquecemo-nos facilmente dos outros, não nos interessam os seus problemas, nem as tribulações e injustiças que sofrem. Assim, o nosso coração cai na indiferença", alerta na sua mensagem para a Quaresma 2015, divulgada esta terça-feira pelo Vaticano.

Trata-se de uma "atitude egoísta de indiferença que atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de uma globalização da indiferença", um mal-estar que os cristãos têm obrigação de enfrentar, escreve Francisco.

O Papa propõe três reflexões. A primeira é partir da própria experiência. O cristão sabe que Deus não é indiferente nem abandona ninguém, por isso, a Igreja com base na sua experiência de bondade e misericórdia deve ajudar os outros. "Aquilo que cada um possui, não o reserva só para si, mas tudo é para todos".

A segunda reflexão apela às paróquias e comunidades, para que a ajuda seja realista e não apenas teórica. O desejo do Papa é que ambas "se tornem ilhas de misericórdia no meio do mar da indiferença".

Por fim, como indivíduos, temos a tentação da indiferença, diz o Papa: estamos saturados de notícias e imagens impressionantes que nos relatam o sofrimento humano e sentimo-nos incapazes de intervir. "Que fazer para não nos deixarmos absorver por esta espiral de terror e impotência? Em primeiro lugar, podemos rezar", diz o Papa, e em segundo lugar, "podemos levar ajuda efectiva, tanto a quem vive próximo de nós como a quem está longe, graças aos inúmeros organismos caritativos da Igreja".

É que ser "misericordioso não significa ter um coração débil", pelo contrário, é preciso "um coração forte, firme e aberto a Deus: um coração que conhece as suas limitações e se gasta pelo outro".

Nesta mensagem, o Papa refere-se ainda à iniciativa "24 horas para o Senhor", esperando que se celebre em toda a Igreja – mesmo a nível diocesano – nos dias 13 e 14 de Março. O objectivo é dar expressão a esta necessidade da oração.