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Tribunal ordena libertação de padre americano acusado de encobrir abusos

27 dez, 2013

Monsenhor William Lynn era até agora o mais alto membro do clero americano a ser condenado a pena efectiva no contexto do escândalo de abusos sexuais.

Um tribunal de recurso no Estado de Pennsylvania anulou a condenação de monsenhor William Lynn, que em Julho de 2012 foi sentenciado a pena efectiva de três a seis anos de cadeia, pelo seu papel na ocultação de casos de abusos sexuais sobre menores. 

O padre nunca foi acusado de abusos, mas sim de ter encoberto casos existentes na diocese onde exercia um cargo administrativo.

Lynn era directamente responsável por cerca de 800 padres e admitiu mudar vários de paróquia quando surgiam acusações de abusos. As mudanças eram justificadas por razões de saúde.

O sacerdote alegou que estava simplesmente a seguir as ordens do seu bispo, que morreu entretanto sem ter sido julgado pelo seu papel na ocultação destes crimes.

A sua condenação teve a ver directamente com o caso do padre Edward Avery, que foi mudado para outra paróquia depois de terem surgido alegações sobre abusos de menores e sem que as autoridades tenham sido alertadas. Na sua nova Avery acabou por abusar de um rapaz de dez anos.

Agora, um tribunal de recurso decidiu unanimemente que não existiam provas suficientes para sustentar a condenação de Lynn e ordenou a sua libertação, que deverá decorrer dentro de poucos dias.