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“Não existe justificação religiosa para a guerra”, diz Francisco

Vítimas da guerra na Síria

Numa mensagem à comunidade de Santo Egídio, o Papa realça que “Não podemos deixar que o terrorismo aprisione o coração de poucos violentos para semear dor e morte a muitas pessoas”.
30-09-2013 14:26
O Papa Francisco recebeu esta segunda-feira em audiência os participantes no Encontro Internacional pela Paz, promovido pela Comunidade de Santo Egídio, e insistiu que a religião não deve nunca servir de justificação para a violência.

Francisco dirigiu um recado especial aos líderes religiosos quando disse que estes devem ser “artesões da paz, unindo e não dividindo, extinguindo o ódio, abrindo as vias do diálogo e não erguendo novos muros!”

Francisco deu ainda um tom ecuménico e inter-religioso a este seu apelo pela paz, considerando que “o mandamento da paz está inscrito no profundo das tradições religiosas”.

A comunidade de Santo Egídio aposta especialmente no diálogo e na resolução de conflitos. Os seus membros ajudaram, entre outros, a negociar o tratado de paz que pôs fim à guerra civil de Moçambique, na década de 90. Todos os anos a comunidade organiza um Encontro Internacional pela Paz.

Para Francisco, encontros como os estes indicam a estrada a seguir: da coragem e do diálogo. “No mundo, nas sociedades, existe pouca paz porque falta o diálogo. A paz requer um diálogo tenaz, paciente, forte, inteligente, para o qual nada está perdido. O diálogo pode vencer a guerra.”

O Papa considera que este factor é indissociável da oração: “Diálogo e oração crescem ou decaem juntos. A relação do homem com Deus é a escola e o alimento do diálogo com os homens”.

Por fim Francisco recordou alguns dos conflitos mundiais, destacando a Síria: “Continuemos a rezar pela paz no mundo, na Síria, no Oriente Médio, em tantos países do mundo. Esta coragem da paz doe a coragem da esperança ao mundo, a todos os que sofrem pela guerra e aos jovens que olham preocupados para seu futuro.”
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