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Bloco deve assumir uma solução de "Governo à esquerda"

10 nov, 2012 • João Pedro Vitória

No seu último discurso como coordenador do BE, Louçã deixou críticas a Seguro: “É que o Partido Socialista é hoje um partido só de protesto. Protesto pelo protesto, sem soluções”.
No seu último discurso como coordenador do BE, Francisco Louçã deixou críticas a Seguro, afirmando que “o Partido Socialista é hoje um partido só de protesto. Protesto pelo protesto, sem soluções”. O ainda coordenador do Bloco, que neste fim-de-semana abandona a liderança do partido, abriu os trabalhos da Oitava Convenção dos bloquistas, naquele que terá sido o seu último discurso político, e pediu ao partido que seja capaz de liderar uma solução para um Governo de Esquerda, que resgate o país d
Francisco Louçã pede ao Bloco de Esquerda que seja capaz de liderar uma solução para um Governo de Esquerda, que resgate o país do empobrecimento e da decadência.

O ainda coordenador do Bloco, que neste fim-de-semana abandona a liderança do partido, abriu os trabalhos da Oitava Convenção dos bloquistas, naquele que terá sido o seu último discurso político.

Se no seu último discurso como coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, quis deixar um testamento político, ele lê-se desta forma: após 17 oportunidades do rotativismo entre PS e os partidos da Direita, o Bloco deve assumir uma solução de Governo à Esquerda.

“O Bloco de Esquerda que protesta e que luta não é um partido de protesto. É um partido de solução para Portugal, porque queremos um Governo de esquerda”, afirmou o ainda coordenador do Bloco.

Louçã pede ao partido que deixa de liderar que renegue o protesto pelo protesto, até porque o PS de Seguro parece ocupado com essa tarefa. “É que o Partido Socialista é hoje um partido só de protesto. Protesto pelo protesto, sem soluções”, argumenta. “Protesta contra a austeridade, e bem, mas quer continuar o memorando que impõe a austeridade, e mal”, critica.

Num discurso aplaudido de pé, Louçã visou socialistas, sociais-democratas e centristas, nunca se referiu aos comunistas, criticou Cavaco Silva e as vozes que, com radicalismo, aceitam o empobrecimento do país, e sem se despedir despediu-se sublinhando que a esquerda deve fazer-se de construtores, de valores e de diálogo.