Empresa administrada por Passos recebeu maioria dos fundos geridos por Relvas

08 out, 2012

Corria o ano de 2003 e Passos Coelho era consultor da Tecnoforma, empresa que, nesse ano, recebeu 82% do valor das candidaturas aprovadas pelo programa “Foral”, tutelado pelo então secretário de Estado Miguel Relvas.
Empresa administrada por Passos recebeu maioria dos fundos geridos por Relvas
A Tecnoforma, empresa de que Passos Coelho foi consultor e administrador, obteve a maioria dos fundos do programa “Foral”, composto por dinheiros do Fundo Social Europeu e do Estado português destinados à formação profissional ao nível das autarquias.

O programa era tutelado por Miguel Relvas, então secretário de Estado da Administração Local. Segundo o jornal “Público, e só em 2003, 82% do valor das candidaturas ao programa coube à Tecnoforma. Entre 2002 e 2004, 63% do número de projectos aprovados a privados foram para a mesma empresa.

Miguel Relvas estava no Governo de Durão Barroso, Paulo Pereira Coelho era o seu gestor na região Centro, Pedro Passos Coelho era consultor da Tecnoforma, João Luís Gonçalves era sócio e administrador da empresa, António Silva era director comercial e vereador da Câmara de Mangualde. Em comum, diz o “Público”, o facto de todos terem sido destacados dirigentes da JSD e, parte deles, deputados do PSD.

Os principais beneficiários do programa lançado em 2001 por António Guterres foram, de longe, os 278 municípios do Continente, mas as empresas privadas que actuam no mercado da formação profissional também podiam apresentar candidaturas.

A sua parte foi sempre diminuta, mas, desse total, a Tecnoforma conseguiu a parte de leão do negócio.

Tanto Passos Coelho como Miguel Relvas, bem como os actuais e antigos responsáveis da empresa, negam qualquer favorecimento, suspeita que foi lançada em Junho por Helena Roseta, antiga presidente da Ordem dos Arquitectos e actual vereadora da Câmara de Lisboa.