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Estado deu mais de mil milhões a fundações. Saiba quem recebeu mais

Fundação ligada ao computador Magalhães absorveu a maior fatia

Fundação ligada ao computador Magalhães é das que mais se destaca. Há ainda o caso de uma fundação na Madeira que comprou uma casa com o argumento de que Alberto João Jardim ia deixar o poder.
02-08-2012 18:35 por Dora Pires
O Estado deu apoios financeiros públicos a fundações no montante de 1.034 milhões de euros, entre 2008 e 2010. Segundo o levantamento feito pelo Governo, e tornado público esta quinta-feira, a Fundação para as Comunicações Móveis (FCM), que geria o programa de atribuição dos computadores Magalhães, foi a entidade que mais apoios públicos recebeu, num total de 454,4 milhões de euros - quase metade do valor global.

Na Madeira, a Fundação Madeira Classic, sendo pública de direito privado, revela que foi criada pelo Governo regional e pela orquestra da região. Não aponta qualquer beneficiário, mas nem por isso deixou de receber mais de dois milhões de euros do Estado.

Já a Fundação Social-Democrata da Madeira não apresenta fundadores, mas o nome diz tudo: tem património de 12 milhões e o benefício do Estado é isenção de impostos sobre o património, no valor de quatro milhões de euros.

No site da fundação, a última actividade registada é de 2010, quando se anuncia a compra da casa onde Alberto João Jardim viveu até aos 30 anos, com o argumento de que o presidente do Governo Regional se iria retirar em 2011. Mas a Fundação Social-Democrata da Madeira, criada há 20 anos, tem como finalidade dar apoio aos desfavorecidos, crianças e mães solteiras.

Em comum, a maioria das fundações privadas tem a característica de não divulgar os seus criadores. O Governo permite e diz que, por lei, têm direito ao sigilo as fundações que nasceram antes de 2012, ou seja, todas as que estão em análise. Esta é uma vantagem frequente de muitas fundações privadas. 

A Fundação Oriente, de Carlos Monjardino, recebeu 1,5 milhões dos cofres públicos. Além disso, gozou de isenções patrimoniais de quase 17 milhões.

Já a Fundação Minerva, dona da Universidade Lusíada, onde estudou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, recebeu mais de 400 mil euros. Goza ainda de isenções de impostos no valor de 11 milhões.

Também há quem ganhe nos dois campos. É o caso da Fundação Mário Soares, do antigo Presidente da República, que recebeu 1,33 milhões do Estado e ficou isenta do pagamento de 220 mil euros de impostos ao património. 

Agora, o Governo quer cortar no sector das fundações e prevê poupar entre 150 a 200 milhões por ano só com os cortes do financiamento público. No levantamento feito pelo Governo, foram avaliadas 174 fundações ligadas ao sector social e mais 190 privadas, públicas de direito privado ou público-privadas, entre 2008 e 2010.

Segundo o relatório, destas 190 há um total de 130 que vão ver reduzidos os apoios do Estado, num corte total ou parcial de 30%. A estes cortes acrescem as diminuições nos apoios fiscais que podem ainda ser aplicadas.
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Comentários (118)
  • » LP, Interior, 30-08-2012 17:20

    Como é......... "....Fundação Madeira Classic, sendo pública de direito privado..." Simplesmente vergonhoso, uma instituição que vive à sombra de dinheiros públicos, com direito privado?! Isto é uma autentica palhaçada e um atentado a todos aqueles que pagam os seus impostos. O que esta malta dos governantes ou melhor desgovernantes precisa é de um 25 de Abril, mas desta vez é necessário rolarem cabeças para ver se alguém toma consciencia de que assim não vamos a lado nenhum, por mais impostos que tenhamos de pagar nunca chegará para encher os bolsos a essa corja que nunca fez nada de útil na vida....... a não ser governar o seu futuro, o da familia e de alguns amigos..............
  • » Carlos, Vinhais, 30-08-2012 10:41

    Simplesmente vergonhoso. É para isto que retiram o pão da boca dos nossos filhos através dos pesados impostos?
  • » Em Portugal o roubo foi legalizado, porto, 29-08-2012 17:16

    Sou roubado para pagarem a estes parasitas, entidades, e para muitos viverem no paraízo como se tudo tivesse bem. O roubo a quem vive do seu salario foi legalizado. Nem a ONU aceita a reclamação.
  • » Não sei, Porto, 29-08-2012 14:47

    Não sei porque vou ser roubado para pagar a estas fundações, sendo mais grave de tudo, é não poder reclamar.
  • » R.Mendes, Lisboa, 29-08-2012 11:15

    As fundações deviam acabar todas porque é alguém que vive à conta dos portugueses
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  • » Manuel Zarcos, Abrantes, 28-08-2012 13:16

    Era nesta e noutras Fundações, que os Governantes e Políticos deveriam apontar as suas baterias, por forma a acabarem com desperdicios de dinheiros públicos e assim sendo, deixarem de sacrificar o povo, que a curto prazo, também terão que criar uma fundação, mas desta feita, com sete palmos de terra, para verem aí, a sua última morada e passarem a "viver" em paz e dignidade.
  • » jalopes, Viseu, 27-08-2012 14:55

    Pobre País que tal gente tem. O Dr. Mário Soares e outros, se querem fundações, custeiem-nas...do seu próprio bolso.
  • » Carlos Silva, Foz do Arelho, 25-08-2012 22:58

    A fundação Inatel investiu em instalações perfeitamente luxuosas: vidros duplos para quê? estas instalações estão em locais sossegados e retirados. Elevadores? para quê? então já não há força para subir uns degraus e depois ainda há ginásios super quipados, às moscas!! Sofás de cabedal e da primeira categoria, para quê ? não descansamos pior com os défices excessivos? investimento sumptuário! referições caríssimas, 14 euros? fora as bebidas, chega a custar no total perto de 20 euros!!! músicos ao vivo de duvidosa qualidade com contratos!!! onde é que já se viu???,contratos para os músicos, cunhas mas é! e ainda nos tratam com altivez e arrogância, como se fizessem parte da nobreza ...até nos sentimos pequeninos e envergonhados, quando o cliente devia ser a razão de ser de tudo, só de sentir que pago a dobrar, pela despesa elevada e pelo corte dos salários para sustentar estas obras inúteis Era frequentador da Fnat quando miúdo, as instalações eram sóbrias, adequadas e havia convívio bailes, até mais do que agora, hoje há arrogância por parte até dos empregados, espanta ver para onde foi o nosso dinheiro, os cortes dos salários...e ainda muitos andam a beneficiar....se eu e milhares como eu estão a pagar estas despesas com o corte dos seus salários e subsídios deviamos poder frequentar gratuitamente as instalações.É um escândalo nacional. uma obscenidade e um crime, todos estes políticos que nos endividaram e nos tiraram a felicidade de viver e o dinheiro da carteira deviam ser julgados e presos!!! Já lá dizia certo economista: "Small is beautiful" e eu acrescento: sobriedade e limpeza nada mais, mas alimentar estes elefantes brancos de luxo é um crime de lesa pátria!
  • » XELA, BRAGA, 25-08-2012 13:40

    QUE DEUS SALVE PORTUGAL E DÊ FORÇAS E INTELIGENCIA AOS PORTUGUESES PARA QUE TODOS OS CORRUPTOS E CULPADOS DESTA SITUAÇÃO A QUE CHEGOU O NOSSO PAIZ,SEJAM JULGADOS POR TRIBUNAIS TRANSPARENTES!!!A JUSTIÇA TEM QUE SER REPOSTA E TODA A FORTUNA ILICITA,TERÁ QUE SER DEVOLVIDA AO ESTADO E COM JUROS E INDEMNIZAÇÕES,POIS O DINHEIRO DOS NOSSOS IMPOSTOS É SAGRADO E DEVE SER GERIDO POR PESSOAS HONESTAS E GASTO E INVESTIDO PARA O INTERESSE DE TODOS.O GOVERNO TERÁ DE TER MÃO PESADA PARA ESTA GENTE QUE COMETEU DIVERSOS CRIMES CONTRA O HERÁRIO PUBLICO E TRAFICO DE INFLUENCIAS PARA INTERESSES PROPRIOS!!!O DINHEIRO É DOS CONTRIBUINTES QUE TANTO TRABALHAM E SOFREM PARA PAGAR IMPOSTOS E ESTES INDIVIDUOS NÃO TÊM RESPEITO POR NADA,NEM VALORES HUMANOS!!!HAJA VERGONHA,POIS A NOSSA PACIÊNCIA ESTÀ A ESGOTAR!!!
  • » João Soares, Estoril, 25-08-2012 13:17

    Acho espantoso como o povo contribuinte ainda não entendeu que a democracia é um faz de conta, enquanto continuarem a legitimar os bandalhos incompetentes e corruptos que nos governam não têm direito sequer a reclamar, cambada de carneirões e idiotas, continuem a votar e a branquear o estado das coisas, pois os desgraçadinhos que não sabem fazer mais nada que não política precisam do vosso apoio. Não vale a pena mudarem as intenções de voto ou o voto presencial de cidadania, pura e simplesmente não vão lá, de outra forma estão a concordar com tudo. Força.
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