O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, garantiu esta quinta-feira que já esclareceu todas as dúvidas da Comissão de Defesa sobre o dispositivo militar mobilizado para a eventual retirada dos portugueses após o golpe de estado na Guiné-Bissau.
"Nas informações que eu dei à Comissão Parlamentar de Defesa, nunca houve, não há nem haverá, qualquer intenção de omitir seja o que for, e eu tive a possibilidade de clarificar que o número de efectivos que eu indiquei que existiam nesta operação, se traduziam no que diz respeito aos equipamentos, aos navios, que estão afectos à mesma", disse.
"Estão afectos uma força principal, que foi aquela que foi objecto de prontidão logo que houve indicação do golpe de Estado e que zarpou domingo dia 13 de Abril, e a seguir, no dia 18, o navio chefe, outra fragata, a Bartolomeu Dias, que zarpou também de Lisboa, tal como tudo tinha ficado configurado, na definição da força para esta missão", acrescentou Aguiar Branco.
O ministro da Defesa, que falava aos jornalistas durante uma visita à Escola de Tecnologias Navais da Base do Alfeite, assegurou que, pelos elementos que tinha disponibilizado anteriormente, era possível identificar os meios envolvidos na operação para dar resposta à eventual necessidade de evacuação de cidadãos portugueses na Guiné-Bissau.
"Na comissão eu dei a indicação que era adequada. Necessitando agora de uma clarificação suplementar (...), prestei a clarificação, por via do presidente da comissão, e acho que tudo está esclarecido", frisou.
Questionado pelos jornalistas, o ministro da Defesa garantiu também que não há nenhum submarino envolvido no dispositivo militar português.
"Podemos fazer as perguntas de várias maneiras, para saber por exclusão de partes, quais são os meios disponíveis, mas, seguramente, que não está nenhum submarino nesta missão", disse.
Quanto à possibilidade da força naval portuguesa participar num bloqueio à Guiné-Bissau, ou em missões de controlo do espaço marítimo guineense, Aguiar Branco disse que não há mais nada previsto para além da missão que está em curso. "Existe uma missão e não existe mais nada para além disso", disse.
Durante a visita que efectuou à Escola de Tecnologias Navais do Alfeite, o ministro da defesa salientou a importância da formação dada previamente aos militares para depois responderem de forma pronta e eficaz, mas defendeu que é necessário fazer opções, face às dificuldades económicas do país.
A Escola de Tecnologias Navais, criada em Outubro de 2004, integra os antigos Grupos Nº1 e Nº2 de escolas da Armada e tem por missão principal a formação profissional dos sargentos e praças, além de colaborar na formação técnico naval dos Oficiais da Marinha.