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Seguro acusa Passos de estar de “braços cruzados” perante o desemprego

01-05-2012 22:10
Líder socialista comenta assim as declarações do primeiro-ministro que hoje disse que o desemprego vai manter-se a níveis “a que não estávamos habituados”.

O secretário-geral do PS, António José Seguro, acusa o primeiro-ministro de ficar de "braços cruzados" perante o aumento do número de desempregados e questionou porque não aceita a proposta para criação de emprego e crescimento económico.

Ao falar na sessão de encerramento da Convenção Autárquica Distrital do PS/Viseu, em Santa Comba Dão, Seguro lamentou ter ouvido hoje o primeiro-ministro dizer, "de uma forma completamente insensível, que o país tinha que se preparar para níveis de desemprego como nunca tinha conhecido na sua história".

"Ainda mais senhor primeiro-ministro? Ainda mais desemprego? E o senhor fica de braços cruzados sem fazer nada, dizendo que é a realidade que se impõe?", questionou.

O líder socialista questionou também Pedro Passos Coelho sobre "porque é que chumbou a proposta (do PS) com as doze medidas para relançar a economia e o emprego na zona euro e também em Portugal".

António José Seguro desafiou Passos Coelho a juntar-se ao PS e "a outras vozes no interior da União Europeia, e agora também algumas vozes da sua família política, no sentido de dotar a UE de instrumentos e de políticas para dinamizar a economia e apoiar as pequenas e médias empresas", que criam postos de trabalho e riqueza.

"Quando nos dizem que é impossível acrescentar uma adenda ao Tratado Europeu, eu respondo-lhes: o que é impossível é os portugueses continuarem com o nível de desemprego a que estamos a assistir. O que é impossível é os portugueses continuarem a aguentar tantos sacrifícios sem verem um sentido para os sacrifícios que estão a fazer", considerou.

António José Seguro lembrou que o Governo previa, quando apresentou o Orçamento do Estado para 2012, que a economia" cairia 2,8%, o mês passado veio falar em menos três por cento" e agora, segundo a nova previsão, pode cair ainda mais do que estava previsto.

No que respeita ao desemprego, "em Outubro, previa uma taxa média de 13,4%" mas "não foi preciso passarem três meses para dizer que, afinal, a taxa média de desemprego para 2012 seria de 14,5%".

O secretário-geral do PS frisou que, ao contrário do que diz Passos Coelho, "há alternativa àquilo que o Governo tem vindo a fazer", que "está a sair muito caro e a custar muitos sacrifícios" aos portugueses.

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Comentários (1)
  • » real filho de abraão, vieira do minho, 02-05-2012 23:18

    Como português atento, gostava de saber quem paga a este sr antónio josé seguro para ele andar de vila em vila, de cidade em cidade a vender banha da cobra. Pois estas deslocações são dispendiosas! E se ele desse esse dinheiro para ajudar a criar postos de trabalho! Não anda a gastar á custa dele. É á nossa custa. Volta Salazar. E manda estes administradores INFIEIS para a rússia.
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