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Socialistas criticam "excesso de austeridade"

21 abr, 2012

“Fazer duas vezes a mesma política e esperar resultados diferentes é sinal de loucura”, diz João Galamba.

Os dados da execução orçamental mostram que a receita de “excesso de austeridade” do Governo não está a resultar, defende o deputado socialista João Galamba.

“É mais uma vez a confirmação de que o caminho actual e as políticas deste Governo estão a falhar e é importante que o Governo perceba isso e que, na medida do possível, sabemos que não é possível milagres e que não se pode fazer uma inversão completa das medidas, mas recuar, sobretudo, na área em que este Governo, irresponsavelmente, insiste em ir além da troika.”

João Galamba considera que o problema da execução orçamental no primeiro trimestre do ano é o “excesso de austeridade da política do Governo”.

O deputado do PS espera que o Executivo de Pedro Passos Coelho “não repita o erro” e recupera uma ideia de Albert Einstein: “Fazer duas vezes a mesma política e esperar resultados diferentes é sinal de loucura”.

Por sua vez, o deputado Pedro Filipe Soares, do Bloco de Esquerda, diz que os sacríficos pedidos pelo Governo não está a resultar.

Os dados da execução orçamental mostram que “a austeridade é um caminho sem saída” e “não traz soluções para o país”, diz Pedro Filipe Soares.

O défice do Estado praticamente duplicou no primeiro trimestre deste ano. A receita fiscal caiu mais do que o esperado e a despesa está a aumentar.

De acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pela Direcção-geral do Orçamento, a execução orçamental dos primeiros três meses de 2012 está pior que a do ano passado.

Em 2011, o saldo público foi positivo em 560 milhões de euros. Agora, é negativo em 486 milhões.

Estes números explicam-se em parte com o facto da receita fiscal no primeiro trimestre do ano ter caído 5,8%, em relação ao período homólogo do ano passado.

De acordo com a Direcção-geral do Orçamento, o défice do Estado também se agravou porque os cortes da despesa e aumento de receita ainda não tiveram impacto nos números até Março.

A Direcção-geral refere no entanto que as contas que interessam para a ‘troika estão dentro dos limites previstos.