Afinal, a bancada parlamentar do Partido Socialista vai ter liberdade de voto sobre o pacto orçamental europeu, na votação marcada para sexta-feira.
Há uma semana, fonte da direcção da bancada socialista garantia à Renascença que iria haver disciplina de voto nesta matéria, por se tratar de um tratado internacional, com indicação de voto a favor.
A mesma fonte garante agora que, vendo bem o regulamento do grupo parlamentar, esta votação não obriga a impor a disciplina de voto.
Assim, o ex-vice presidente da bancada Pedro Nuno Santos, que está contra o pacto orçamental, mas que há uma semana admitia acatar uma eventual disciplina de voto, está agora liberto para votar desalinhado, bem como o deputado João Galamba, que na comissão de Orçamento e Finanças apresentou um parecer onde considera que o documento está ferido de inconstitucionalidade.
Apesar de eventuais desalinhamentos, aos jornalistas, Carlos Zorrinho líder parlamentar do PS, disse-se tranquilo.
Além dos deputados, a direcção do PS tem Mário Soares, Manuel Alegre ou a eurodeputada Ana Gomes a fazer duras críticas ao voto a favor deste pacto orçamental.