O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
|

Governo quer restringir venda de tabaco

08 abr, 2012

Uma das medidas que está em cima da mesa é o fim das máquinas de venda automática.

O Governo está a estudar medidas para reduzir a oferta do tabaco, restringindo a sua venda a locais próprios, criar condições para que mais fumadores desistam do vício e evitar que mais jovens comecem a fumar.  
 
“Estamos a estudar um conjunto de medidas no sentido de diminuir a oferta do tabaco ou de alguma forma restringir a sua venda a locais próprios", disse em entrevista à agência Lusa o secretário de Estado Adjunto e da Saúde.
 
Uma das medidas que está em cima da mesa é o fim das máquinas de venda automática de tabaco, mas Fernando Leal da Costa lembrou que estes aparelhos "têm problemas específicos que obrigam a uma abordagem específica". 
 
Por outro lado, "podemos fazer mais no sentido de diminuir a oferta de tabaco e em simultâneo criar condições para termos um maior número de fumadores que desiste de fumar e um menor número de jovens que são iniciados ao tabagismo". 
 
O secretário de Estado falava a propósito da revisão da lei do tabaco obrigatória ao fim de três anos da sua aplicação. Em função de estudos que têm sido realizados, verificou-se a existência de "alguns aspectos em que ainda é insuficiente, em termos daquilo que é o alinhamento geral com a legislação de protecção dos não fumadores a nível da Europa", sublinhou.
 
Além de "diminuir o número de novos fumadores”, o Governo quer “fazer um trabalho muito específico no sentido da diminuição do acesso dos jovens ao tabaco". 
 
Pretende ainda contribuir para "a diminuição de fumadores, através de um maior número daqueles que decide abandonar o hábito, e proteger os que são expostos involuntariamente ao fumo", nomeadamente os trabalhadores que trabalham em "locais de diversão e noutros onde ainda é permitido fumar".
 
Fernando Leal da Costa ressalvou que estas medidas terão de ser aplicadas de "forma progressiva". 
 
O secretário de Estado lembrou ainda que o tabaco é responsável por cerca de 40%o das mortes antes dos 70 anos que ocorrem em Portugal.
 
Quatro anos depois da entrada em vigor da lei, houve uma redução de 5% do número de fumadores, mas um em cada quatro portugueses ainda morre prematuramente, em parte devido ao tabaco, segundo o "Relatório Sobre a Implementação e Impacte da Lei do Tabaco" coordenado pela Direcção-Geral de Saúde. 
 
Registou-se também uma "diminuição muito significativa do tabagismo passivo, que diminuiu 20%".  
 
A venda de cigarros também sofreu uma redução em 2011 de 8,7%, passando de pouco mais de 12 biliões de cigarros em 2010 para quase 11 biliões, segundo dados do Ministério das Finanças e da Administração Pública.